Comediante anuncia retorno à liderança de partido político na Itália

Roma, 24 set (EFE).- O comediante e político Beppe Grillo, fundador do Movimento 5 Estrelas (M5S), anunciou neste sábado que volta a liderar este partido italiano e que atuará na política "em tempo integral", durante um comício realizado em Palermo, no sul da Itália.

"Dei um pequeno passo para trás, agora retorno", disse Grillo, que fez um pronunciamento diante de vários simpatizantes em um evento do M5S, no qual acrescentou que pretende "vencer as eleições e mostrar que é possível governar Turim, Roma, Livorno, mesmo com nossos erros".

O anúncio do retorno de Grillo acontece após algumas semanas de polêmica pela administração realizada pela prefeita de Roma, Virgínia Raggi, candidata vencedora pelo M5S nas eleições locais em junho.

Virgínia e seus companheiros de partido receberam duras críticas por sua forma de encarar os graves problemas que Roma sofre há muito tempo na gestão da infraestrutura pública de transporte e coleta de lixo.

"Sofremos ameaças e calúnias, mas vamos em frente, mais unidos do que antes", exclamou Grillo, que também atacou o primeiro-ministro, o social-democrata Matteo Renzi, ao dizer que ele "mente mais que (Silvio) Berlusconi", o ex-primeiro-ministro conservador.

Em janeiro, Grillo anunciou que estava deixando a política "de lado" para retornar aos palcos, mas assegurou que o partido manteria os mesmos princípios que foram enunciados em sua fundação em 2009.

Ao justificar sua saída, Grillo alegou que considerava a política uma "doença mental" e que voltaria a se dedicar a sua profissão de comediante.

Posteriormente, no dia 12 de abril, morreu o cofundador do M5S, Gianroberto Casaleggio, considerado o idealizador do partido e responsável por toda a sua estratégia da comunicação.

Casaleggio não aparecia nos comícios e concedeu poucas entrevistas, mas agia nos bastidores e era quem determinava a ideologia do Movimento 5 Estrelas.

O M5S obteve em junho um grande avanço nas eleições municipais, onde conseguiu a prefeitura de Roma, e também a de Turim, cuja prefeita é Chiara Appendino.

O próximo encontro dos italianos com as urnas é o referendo que deve ser convocado na próxima semana, no qual Renzi submeterá à votação a reforma constitucional, e o resultado dessa consulta será determinante para sua continuidade como líder do governo italiano. EFE

jam/rpr

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