Trump nega ter feito negócios com Cuba e violado embargo dos EUA à ilha

Washington, 30 set (EFE).- O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta sexta-feira ter feito negócios em Cuba e, dessa forma, violado o embargo contra a ilha, como denunciou ontem a revista "Newsweek".

"Nunca fui a Cuba. Nunca estive em Cuba. Nunca fiz negócios com Cuba", rebateu Trump em entrevista à emissora local "WMUR", de New Hampshire, estado onde o empresário fez campanha ontem.

"Não há mais o que dizer. Nunca fiz negócios em Cuba, diria muito abertamente se tivesse feito. Não tive envolvimento em negócios feitos em Cuba", reiterou o candidato republicano.

O empresário reagiu dessa forma a uma matéria divulgada pela "Newsweek", que afirmou que Trump realizou em 1998 negócios em Cuba através da empresa de consultoria Seven Arrows Investment and Development para burlar o embargo que proibia investimentos na ilha.

Segundo a revista, a Trump Hotels gastou pelo menos US$ 68 mil para explorar oportunidades de negócios com o governo de Fidel Castro, naquela época no poder, utilizando uma consultoria e ocultando os motivos por baixo de justificações humanitárias.

Naquele momento, todo o investimento na ilha sem a aprovação expressa do governo americano era ilegal, embora já existissem pressões para relaxar as sanções econômicas, algo que só acabou ocorrendo sob a presidência de Barack Obama, que restabeleceu as relações diplomáticas entre os dois países.

Em 1999, Trump, que dava seus primeiros passos na política, fez um discurso para a comunidade cubana em Miami, na Flórida, criticando Castro e disse que não investiria um dólar na ilha sem uma mudança de regime.

Fontes do Departamento do Tesouro dos EUA afirmaram à "Newsweek" que, apesar de não poderem provar categoricamente que a empresa de Trump não recebeu autorização para investir em Cuba, as possibilidades de um cassino americano tentar ganhar dinheiro na ilha eram "basicamente zero".

Recentemente, Trump prometeu durante um ato em Miami que, se eleito, reverterá a abertura dos EUA em relação a Cuba promovida por Obama a menos que sejam estabelecidas "liberdades religiosas e políticas na ilha".

A candidata democrata à presidência, Hillary Clinton, aproveitou a matéria da revista para criticar Trump, acusando o adversário de ter "enganado repetidamente as pessoas ao responder perguntas sobre estar fazendo negócios em Cuba".

Para o jornal "The Washington Post", as alegações poderiam se transformar em um "significativo empecilho político" para Trump e a influente comunidade cubana da Flórida, estado-chave nas eleições que serão realizada no dia 8 de novembro nos EUA.

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