Macron acerta aliança com centrista e prevê reviravolta em sua campanha

Paris, 22 fev (EFE).- O candidato independente Emmanuel Macron acertou uma aliança com o centrista François Bayrou nesta quarta-feira e disse que este pacto representa uma reviravolta em sua campanha à presidência da França, na qual a ultradireitista Marine le Pen parte como uma das favoritas.

Em declarações aos veículos de comunicação franceses, Macron declarou que as propostas de Bayrou respondem "plenamente" à ideia de "união" e de "renovação" que ele propõe, e considerou que esta aliança representa um giro também na vida política.

Macron, um dos favoritos nas eleições presidenciais marcadas para os próximos dias 23 de abril e 7 de maio, antecipou que se reunirá com o líder centrista a partir de amanhã.

Bayrou, atual prefeito da cidade de Pau e líder do partido MoDem, decidiu hoje não concorrer às eleições para não fragmentar os apoios dos eleitores moderados em benefício da extrema-direita.

Para o político centrista, a França "atravessa um momento-chave" no qual existe "o perigo da vitória da extrema direita que representaria o fracasso da França e o desgarro da Europa".

Na última eleição que participou, em 2012, obteve cerca de 10% dos votos no primeiro turno, e no segundo apoiou o socialista François Hollande, que acabaria vencendo o então presidente, o conservador Nicolas Sarkozy.

O político centrista assegurou hoje que imporá condições a Macron, que passam pela adoção de medidas para "moralizar" a política francesa e para introduzir uma maior proporcionalidade na vida política do país.

Bayrou, que durante as primárias da direita se posicionou a favor de Alain Juppé, criticou duramente o vencedor dessa disputa, o ex-primeiro-ministro François Fillon, outro dos candidatos favoritos ao Palácio do Eliseu.

Em particular, lembrou as suspeitas que pesam sobre Fillon por ter empregado sua esposa de forma irregular como assistente parlamentar.

Bayrou, a quem as pesquisas davam cerca de 5% das intenções de voto, foi quarto nas presidenciais de 2002, com quase 7%; terceiro em 2007, com 18%, e quinto em 2012, com quase 10%.

Macron recebeu também hoje o respaldo do ecologista François de Rougy, ex-candidato às primárias organizadas pelo governante Partido Socialista (PS).

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