China mantém amizade com Coreia do Norte apesar das críticas de Pyongyang

Pequim, 24 fev (EFE).- O governo chinês afirmou nesta sexta-feira que mantém sua relação de amizade com a Coreia do Norte, apesar das críticas feitas na quinta-feira desde Pyongyang à suspensão das importações de seu carvão por parte do gigante asiático.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Geng Shuang disse, em entrevista coletiva, que seu Executivo está "pronto" para trabalhar com seu colega norte-coreano, mas insistiu também na vontade de Pequim de cumprir integralmente com a última resolução do Conselho de Segurança da ONU que amplia as sanções ao regime de Kim Jong-un por seus programas de armamento.

Pyongyang criticou Pequim, através de um artigo publicado pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA), sua proibição temporária de comprar carvão norte-coreano, uma medida que tachou de "desumana" e dirigida por "forças inimigas".

"China e Coreia do Norte são vizinho amistosos. Estamos prontos para trabalhar com a Coreia do Norte no desenvolvimento saudável e sólido de nossas relações. Enquanto isso, a posição da China na questão nuclear coreana é inequívoca e consistente, e a Coreia do Norte sabe disso", afirmou Geng.

Pequim, disse o porta-voz das Relações Exteriores, se alinha com a posição "unânime" da comunidade internacional ao se opor aos programas nuclear e de mísseis do regime norte-coreano.

Para se mostrar como um país "responsável", acrescentou o porta-voz diplomático, a China implementará com "seriedade e sinceridade" as sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança em novembro.

A suspensão das importações chinesas de carvão norte-coreano iniciada no fim de semana passado, lembrou Geng, está contemplada na resolução 2321 do Conselho Segurança de novembro, que estipula limites para a compra de carvão do país governado por Kim Jong-un que o gigante asiático já estava perto de alcançar.

Segundo dados oficiais chineses divulgados hoje, as importações de carvão procedente da Coreia do Norte caíram em janeiro até 1,45 milhão de toneladas, 13% a menos que no mesmo mês de 2016 e 28% a menos que em dezembro.

A China, tradicional aliado do regime norte-coreano e que no passado defendeu seu apoio alegando que o bem-estar da população do país vizinho dependia do comércio, não pode continuar importando carvão nesta ocasião porque, segundo indicou o porta-voz das Relações Exteriores, "seria uma violação do Conselho de Segurança".

Com relação à investigação do suposto assassinato de Kim Jong-nam, o irmão mais velho do líder norte-coreano, o porta-voz da diplomacia chinesa afirmou que seu governo está seguindo toda as informações sobre o caso e pediu que sejam aguardadas as conclusões da investigação realizada pela polícia malásia para avaliar o crime. EFE

avc/ff

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