Mais de 100 ex-generais alertam Trump sobre perigo de cortes em diplomacia

Washington, 28 fev (EFE).- Mais de 100 generais reformados enviaram uma carta aos líderes do Congresso e integrantes do gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para alertar sobre o perigo de reduzir os recursos destinados ao Departamento de Estado, responsável pela diplomacia do país.

A carta tenta advertir o Congresso sobre o perigo que respresenta aprovar a proposta orçamentária de Trump para o novo ano fiscal, que estabelece cortes de US$ 54 bilhões em agências federais (entre elas o Departamento de Estado) para transferir esse dinheiro ao Pentágono, a pasta que já conta com o maior orçamento do governo americano.

"Muitas das crises que nosso país enfrenta não têm apenas uma solução militar", explica a carta, que conta com nomes como o do general reformado Keith Alexander, ex-diretor da Agência Nacional de Segurança (NSA), e de John Allen, ex-chefe das tropas americanas no Afeganistão e um dos militares mais prestigiados do país.

Em entrevista à emissora "CBS" nesta terça-feira, Allen disse que fazer cortes de 30% no orçamento do Departamento de Estado, como porpõe Trump, condenará o país à guerra: "Não podemos fazer combates para resolver todos os problemas. São problemas que devem ser solucionados com diplomacia e desenvolvimento".

"Como o secretário (de Defesa) James Mattis disse quando era comandante do Comando Central: se não forem destinados recursos adequados para o Departamento de Estado, será necessário comprar mais munição", diz o texto assinado pelos ex-generais.

"As Forças Armadas lideram a batalha contra o terrorismo no campo de batalha, mas precisam de aliados civis fortes contra os promotores do extremismo: a falta de oportunidade, de esperança e a insegurança", acrescentaram os generais.

Os signatários pedem que o orçamento para assuntos diplomáticos e de cooperação se mantenha "em linha com o aumento das ameaças globais e das oportunidades" que os Estados Unidos enfrentam.

A carta está dirigida ao presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, ao líder da maioria conservadora no Senado, Mitch McConnell, e aos líderes das minorias democratas no Congresso, a representante Nancy Pelosi e o senador Chuck Schumer.

Os generais também enviaram uma cópia ao secretário de Defesa, James Mattis; ao secretário de Estado, Rex Tillerson, e ao Conselheiro de Segurança Nacional, H.R. McMaster.

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