Em condição crítica, ex-ditador do Panamá se recupera de cirurgias no cérebro

Cidade do Panamá, 9 mar (EFE).- O ex-ditador do Panamá, Manuel Antonio Noriega, de 83 anos, se encontra estável dentro de seu "estado crítico" após as duas cirurgias de cérebro às quais foi submetido e não apresentou novos sangramentos, disseram nesta quinta-feira à Agência Efe fontes ligadas ao ex-militar.

"A situação de saúde se mantém crítica. Vai estar em sedação profunda até que os médicos considerem que é o momento de despertá-lo", declarou à Efe o advogado de Noriega, Ezra Ángel.

O ex-general foi operado na terça-feira passada de um tumor cerebral benigno no maior hospital público do país e, após sofrer um sangramento, teve que voltar a ser intervindo nesse mesmo dia.

Desde então, se encontra sedado na unidade de terapia intensiva do Hospital Santo Tomás, na capital panamenha, para onde se deslocaram suas três filhas e dezenas de veículos de comunicação.

"Não há novos sangramentos e os médicos irão avaliando diariamente sua situação", acrescentou o advogado.

Ángel, que se encarrega de manter informados os veículos de comunicação, indicou também que a família do ex-militar, que governou o Panamá de facto de 1983 até 1989, quando foi derrubado por uma cruenta invasão americana, "está afetada e muito preocupada".

O ex-ditador, que foi internado na segunda-feira no hospital e sofre ainda dolências próprias de sua idade que se agravaram devido ao tumor, esteve detido na prisão El Renascer desde que chegou ao Panamá em 2011 até o último dia 28 de janeiro, quando passou à prisão domiciliar temporária por recomendação médica.

Os médicos assinalaram que a prisão não era um lugar apto para o pré e o pós-operatório de uma operação de semelhante magnitude.

Noriega foi extraditado ao Panamá no dia 11 de dezembro de 2011 após cumprir mais de 20 anos de prisão nos Estados Unidos e na França por narcotráfico e lavagem.

No Panamá, cumpre três penas que somam mais de 60 anos pelo desaparecimento e o homicídio do guerrilheiro esquerdista Hugo Spadafora, pela morte do militar opositor Moisés Giroldi e pelo chamado Massacre de Albrook, em 1989.

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