Milhares se despedem de americano que entrou em coma preso na Coreia do Norte

Washington, 22 jun (EFE).- Milhares de pessoas se reuniram nesta quinta-feira nos arredores da cidade de Cincinnati (Ohio) para se despedir do estudante americano Otto Warmbier, que morreu dias após ter voltado em estado de coma aos Estados Unidos procedente da Coreia do Norte, onde esteve preso durante 17 meses.

Warmbier, de 22 anos, foi detido na Coreia do Norte enquanto visitava o país como turista e, quando chegou aos EUA, já estava há mais de um ano em coma, estado no qual entrou pouco após sua última aparição em público, durante seu julgamento em Pyongyang em março de 2016, segundo a sua família.

O jovem foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados por tentar roubar um cartaz de propaganda política do hotel em que estava hospedado em Pyongyang, o que o regime norte-coreano considerou um "ato hostil" contra o Estado.

Familiares, amigos e vizinhos, vestidos de preto, se despediram hoje de Warmbier durante uma cerimônia na escola de ensino médio Wyoming, onde o jovem se formou em 2013.

Após a cerimônia, a comitiva partiu para um cemitério local, onde Warmbier foi sepultado.

No caminho ao cemitério, os moradores que estavam pela rua mostraram cartazes de apoio ao estudante e posicionaram os dedos das suas mãos para formar um "W", a inicial do sobrenome do jovem, segundo mostraram emissoras de televisão locais.

O jovem chegou aos Estados Unidos com graves lesões cerebrais e ainda se desconhece a causa exata da sua morte.

O hospital da Universidade de Cincinnati, onde recebeu tratamento nos últimos dias, se recusou a dar qualquer detalhe sobre a morte do jovem, que não foi submetido a uma autópsia por ordem expressa da família.

O regime da Coreia do Norte sustenta que Warmbier sofreu um surto de botulismo e recebeu um remédio para dormir, mas não voltou a acordar, algo que a família refuta.

O caso de Warmbier piorou ainda mais as relações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, país com o qual o governo de Trump esperava poder dialogar com intermediação da China, o principal aliado do regime de Kim Jong-un.

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