Trump cobra ação dos republicanos para substituição da lei de saúde

Washington, 24 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que até agora seus correligionários republicanos no Senado "não fizeram seu trabalho" a respeito da promessa de derrubar e substituir a reforma da saúde de 2010, e insistiu para que trabalhem neste âmbito ao longo da semana.

"Nós, como partido, devemos cumprir a promessa que fizemos aos nossos eleitores" sobre a lei de saúde, disse Trump em declaração à imprensa feita na Sala Azul da Casa Branca.

O presidente se pronunciou rodeado por várias famílias, às quais definiu como "vítimas" da lei de 2010, conhecida como Obamacare, e descreveu os problemas que sofreram devido aos erros que, em sua opinião, tinha a lei assinada pelo ex-presidente Barack Obama.

"Durante os últimos sete anos, os republicanos se uniram para tentar ajudar as vítimas do Obamacare. 'Derrubar e substituir, derrubar e substituir', diziam. Cada republicano que buscava um cargo público prometeu aliviar de imediato esta desastrosa lei", afirmou Trump.

"Até agora, os republicanos não fizeram o seu trabalho para acabar com o pesadelo do Obamacare. Agora, eles têm a oportunidade de conseguir", enfatizou.

A liderança republicana no Senado impulsionará na terça-feira uma votação para decidir se iniciará o debate sobre um projeto legislativo em matéria de saúde, mesmo que ainda não esteja definida a proposta que será votada.

"A pergunta para cada senador, republicano ou democrata, é se ficarão do lado dos responsáveis pelo Obamacare, que foram tão prejudiciais para o país, ou com as vítimas da lei. Qualquer senador que votar contra o começo do debate está dizendo ao país que está de acordo com o pesadelo do Obamacare", disse Trump.

O governante se mostrou frustrado pelas várias tentativas do Senado de submeter à votação um projeto de lei para substituir a reforma de saúde, e hoje advertiu no Twitter que esta será a "última oportunidade" dos republicanos.

O Partido Republicano se encontra dividido entre a ala mais moderada, favorável a alguns aspectos da lei de Obama, e à sua parte ultraconservadora, reticente a qualquer intromissão do Estado na vida do indivíduo.

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