Putin repudia repressões na URSS ao inaugurar "Muro da Dor" em Moscou

Moscou, 30 out (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu nesta segunda-feira que seja sempre lembrado "o trágico período" das repressões maciças na União Soviética que afetaram "povos inteiros".

"Este terrível passado não pode ser apagado da memória nacional", disse Putin, antigo subcoronel da KGB, a polícia política soviética, ao inaugurar em Moscou o "Muro da Dor", um monumento às vítimas das repressões stalinistas.

O chefe do Kremlin acrescentou que "absolutamente nada" pode justificar as repressões "criminosas" que "povos inteiros" sofreram na União Soviética, ao completar-se este ano o 80º aniversário do Grande Terror, o período dos maiores expurgos feitos pelo então dirigente soviético Josef Stalin.

"As repressões não respeitavam nem o talento, nem os méritos perante a pátria, nem a lealdade a ela", lamentou Putin. "Qualquer um podia cair vítima de acusações falsas e completamente absurdas".

Putin também convocou os russos a lembrar, junto à tragédia das repressões, "as causas que as provocaram" e "não empurrar a sociedade à beira perigosa de um enfrentamento".

O monumento, inaugurado por ocasião do Dia da Memória das Vítimas das Repressões Políticas na Rússia, é um baixo-relevo em bronze com figuras humanas que representam às vítimas das repressões políticas e que completa a palavra "Pomni" ("Recorde") em vários idiomas.

A obra do arquiteto Gueorgui Frangulian foi erguida em uma avenida no centro de Moscou.

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