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Internacional

Rússia pede que Conselho de Segurança discuta sobre Ghouta Oriental

21/02/2018 16h45

Nações Unidas, 21 fev (EFE).- A Rússia pediu nesta quarta-feira ao Conselho de Segurança da ONU que se reúna amanhã para abordar a situação no enclave rebelde sírio de Ghouta Oriental, alvo de uma nova ofensiva das forças governamentais.

O embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vasyl Nebenzia, solicitou um encontro para esta quinta-feira, depois que o secretário-geral da organização, António Guterres, reivindicou hoje mesmo uma "suspensão imediata" das hostilidades nessa região dos arredores de Damasco.

O Conselho de Segurança está há dias negociando uma possível resolução para decretar uma trégua humanitária de um mês em toda a Síria, uma iniciativa que até agora a Rússia rejeitou ao considerá-la pouco realista.

A Suécia, um dos países que lidera as conversas, afirmou hoje que as discussões continuam e que o texto pode ser votado nos próximos dias.

Guterres, no entanto, defendeu que "Ghouta Oriental não pode esperar".

"Esta é uma tragédia humana se desenvolvendo diante de nossos olhos e acho que não podemos deixar que as coisas continuem desta forma horrível", insistiu o diplomata português.

A ONU calcula que 400 mil pessoas vivem sob assédio em Ghouta Oriental, cercada pelas forças governamentais sírias.

Nos últimos dias, a região foi alvo de uma escalada dos bombardeios e disparos de artilharia, que segundo os analistas podem ser o prenúncio de uma ofensiva mais ampla por parte do Exército sírio.

Em Genebra, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al Hussein, pediu também hoje o fim da "aniquilação monstruosa" em Ghouta Oriental.

Segundo os casos documentados pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), pelo menos 346 sírios morreram e 878 ficaram feridos na operação do governo e seus aliados contra Ghouta Oriental, sobretudo em ataques aéreos em áreas residenciais.

Durante os últimos dias, potências ocidentais do Conselho de Segurança como França e Reino Unido insistiram na necessidade de conter esta ofensiva.

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