Oxfam e outras 21 ONGs lamentam deficiências no setor por causa de escândalos

Londres, 23 fev (EFE).- Oxfam, Save The Children e outras 21 de organizações não governamentais assinaram nesta sexta-feira uma carta na qual lamentaram as deficiências provocadas nesse setor como consequência dos recentes escândalos sexuais revelados.

Os diretores executivos destas organizações se comprometeram a "fazer mais" para proteger os interesses das pessoas que precisam de ajuda, "a razão de ser" da sua existência e as principais prejudicadas com esta crise.

Além disso, asseguraram que tomaram medidas "urgentes e imediatas" que incluirão mais recursos para salvaguardar os direitos dos beneficiados.

"Diante do abuso de poder tem que haver tolerância zero", destacaram as ONGs na carta, na qual insistiram na "obrigação" que têm como diretores de "prevenir, detectar e erradicar qualquer comportamento inaceitável".

As ONGs admitiram que as recentes revelações causaram "angústia e decepção generalizada" e que o setor precisa de "uma mudança fundamental".

Eles anunciaram que "reforçarão" os sistemas de referências para trabalhar nas organizações "para que, pessoas que tenham antecedentes de abusos de poder ou condutas inapropriadas, não possam ser contratadas".

Os escândalos por abusos sexuais nas ONGs começaram quando o jornal britânico "The Times" revelou que ex-voluntários e diretores da organização britânica Oxfam organizaram orgias e contrataram prostitutas no Haiti em 2010, após o terremoto que assolou o país.

O país caribenho anunciou ontem que suspenderá por dois meses as atividades da Oxfam no seu território, um prazo no qual tanto o Ministério de Planejamento e Cooperação Externa como o Ministério Público averiguarão, separadamente, o ocorrido.

Ao alvoroço causado por estas revelações no Haiti, uniu-se ontem a renúncia do diretor-executivo adjunto do Unicef, o britânico Justin Forsyth, por acusações de conduta inadequada com funcionárias da ONG Save The Children, onde foi executivo-chefe.

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