Trump critica Sessions por solicitar investigação de inspetor geral

Washington, 28 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou mais uma vez nesta quarta-feira o procurador-geral do país, Jeff Sessions, depois que este afirmou que solicitará ao inspetor geral do Departamento de Justiça que averigue os supostos abusos cometidos pelo FBI, a polícia federal, durante o governo de Barack Obama no monitoramento de sua equipe de campanha eleitoral.

"Por que o procurador-geral Jeff Sessions está pedindo ao inspetor geral que averigue os abusos maciços da FISA?", questionou Trump através do Twitter.

O presidente publicou esta mensagem apenas um dia depois que Sessions anunciou que o Departamento de Justiça investigaria os abusos da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA, na sigla em inglês) supostamente realizados pelo FBI durante o governo do ex-presidente Barack Obama (2009-2017).

Ontem, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, afirmou que o governo apoia esta decisão, mas Trump rotulou hoje a medida de perda de tempo e pressionou o procurador-geral a agir.

"Isto levará uma eternidade, (o inspetor geral) não tem poder de acusação e já está atrasado em seus relatórios sobre (James) Comey", criticou Trump em referência ao inspetor geral do Departamento de Justiça, Michael Horowitz, que ele também acusa de ser "um homem de Obama", já que foi indicado pelo governo anterior.

Como inspetor geral, Horowitz tem sobre a sua mesa, entre outros assuntos, comprovar a veracidade de um relatório redigido pela equipe do republicano Devin Nunes, que preside o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, que denuncia os supostos abusos do FBI na investigação sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016.

De acordo com esse relatório, em 2016, quando ainda ocupava o cargo de diretor do FBI, Comey solicitou autorização ao tribunal confidencial estabelecido pela FISA para poder monitorar as comunicações de Carter Page, que era assessor da campanha eleitoral do atual presidente em 2016.

"Por que não utilizar os advogados do Departamento de Justiça? Que vergonha!", concluiu o presidente.

Trump manifestou em várias ocasiões seu descontentamento com Sessions, a quem parece não perdoar por ter se declarado impedido de averiguar a interferência russa nas eleições, o que permitiu a abertura de uma investigação por parte do procurador-especial Robert Mueller, que atua de forma independente do governo.

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