Holanda e Austrália pedem que Rússia responda pela queda de avião malaio

Haia, 25 mai (EFE).- Os governos da Holanda e Austrália responsabilizaram nesta sexta-feira formalmente a Rússia de "participar" da queda do avião da Malaysia Airlines (MH17) no leste da Ucrânia, em 2014, após a confirmação feita ontem que o míssil pertencia a uma unidade militar do Kremlin.

"Exigimos que a Rússia assuma sua responsabilidade e coopere totalmente com a descoberta da verdade e para fazer justiça às vítimas do voo MH17 e seus familiares", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Stef Blok.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores holandês informou que, junto ao governo australiano, considera a Rússia "formalmente responsável" pelo "desdobramento da instalação do (sistema de mísseis) BUK com o qual foi abatido" o MH17.

As autoridades russas já foram informadas pelos dois países desta etapa, uma ferramenta relevante que tomam os Estados quando outros "não cumprem as regras do Direito Internacional", acrescenta a nota.

"A queda do voo MH17 causou um sofrimento irreparável. O gabinete sempre disse que a verdade sobre o voo deve estar sobre a mesa e que a justiça deve ser feita para as vítimas e seus familiares", advertiu o Governo.

Com este passo formal "começa um complexo processo legal", reconhece o Ministério holandês, e por isso os dois países pediram para que a Rússia que "colabore", com o objetivo de encontrar "uma solução que faça justiça ao enorme sofrimento e prejuízo causado" pela derrubada do avião malaio, em julho de 2014.

A Equipe Conjunta de Investigação (JIT, sigla em inglês), formada após o desastre, confirmou ontem que o sistema de mísseis aéreos que derrubou o Malaysia Airlines pertencia a uma unidade militar russa, que o transferiu desde Kursk (Rússia) até Donetsk (Ucrânia), um mês antes do ataque.

A queda do avião causou a morte de 298 pessoas, na sua maioria holandeses e australianos.

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