Israel responde a ataques vindos de Gaza após ameaça de Netanyahu

Jerusalém, 29 mai (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira que o exército do país responderia "energicamente" aos ataques com 28 foguetes disparados da Faixa de Gaza, que deixaram uma pessoa levemente ferida, e, pouco tempo depois, as forças israelenses iniciaram bombardeios contra alvos da Jihad Islâmica no centro do território palestino.

"Israel vê com a máxima gravidade o ataque às comunidades do sul por parte do Hamas e da Jihad Islâmica a partir de Gaza. O exército vai agir com vigor", comentou o chefe de governo.

O ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, se reuniu na manhã com o chefe do Estado-Maior e outras altas categorias militares para falar sobre o aumento da tensão em Gaza, conforme confirmou à Agência Efe uma porta-voz ministerial.

Pouco tempo depois, um porta-voz militar israelense informou que "as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) estão realizando uma operação sobre a Faixa de Gaza neste momento. As explosões que estão sendo ouvidas hoje têm relação com essa atividade", comentou.

Meios de comunicação e testemunhas em Gaza confirmaram à Efe que vários alvos da Jihad Islâmica estão sendo bombardeados na Faixa. Seguindo essas fontes, o Hamas e outros grupos palestinos evacuaram suas instalações e bases em Gaza em antecipação dessa possível represália israelense.

O enviado especial da ONU no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, declarou em comunicado que está "profundamente preocupado com o lançamento indiscriminado de foguetes por milicianos palestinos vindos de Gaza" um dos quais "caiu nas imediações de uma creche, e poderia ter matado ou ferido crianças".

"Tais ataques são inaceitáveis e solapam os amplos esforços da comunidade internacional para melhorar a situação em Gaza", lamentou Mladenov, que pediu "moderação" a todas as partes, para "evitar a escalada e prevenir incidentes que ponham em perigo as vidas de palestinos e israelenses".

Horas depois dos ataques que partiram de Gaza, o grupo islamita palestino Jihad Islâmica parabenizou o que chamou de "ato de resistência", mas não assumiu a autoria da ação, que aconteceu após a morte no domingo de três de seus milicianos por fogo israelense.

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