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Sete congoleses são mortos por soldados de Uganda em lago limítrofe

08/07/2018 11h16

Kinshasa, 8 jul (EFE).- Sete pescadores da República Democrática do Congo (RDC) foram mortos por soldados de Uganda nas águas do lago fronteiriço Eduardo, confirmaram neste domingo à Agência Efe autoridades locais.

O vice-governador da região oriental congolesa de Kivu do Norte, onde está localizada a parte deste lago que pertence à RDC, Hope Sabini, qualificou os fatos de "assassinato" e de "acerto de contas" pelo enfrentamento na quinta-feira entre militares dos dois países, que terminou com a morte de quatro soldados e três civis de Uganda.

"Nossos pescadores realizavam suas atividades tranquilamente quando foram surpreendidos e assassinados pelo Exército ugandense", afirmou Sabini em conversa telefônica com a Agência Efe, antes de acrescentar que os soldados atuaram com "malícia".

Estes dois incidentes em apenas alguns dias poderiam representar um problema para as relações diplomáticas bilaterais. "A questão está sendo resolvida pelo mecanismo de segurança do país. É preciso dizer que o Exército ugandense pagará caro por seus atos".

As relações diplomáticas entre RDC e Uganda sofreram altos e baixos durante a última década, com crise como a vivida no final de 2012, quando um relatório publicado pela ONU acusou o Governo ugandense de proporcionar refúgio aos rebeldes congoleses do Movimento de 23 de Março (M23).

As águas do lago Eduardo carecem de uma demarcação fronteiriça clara, por isso que no incidente de quinta-feira nenhuma das duas partes soube se estava invadindo território estrangeiro.

Este não é o único incidente que ocorreu neste fim de semana no leste da RDC, já que ontem dez pessoas foram queimadas vivas na região de Kivu do Sul dentro de um conflito comunitário.

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