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Internacional

EUA alertam Rússia sobre venda de sistema antiaéreo ao governo da Síria

24/09/2018 15h49

Nova York, 24 set (EFE).- Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira que a Rússia volte atrás da decisão de fornecer à Síria um sistema de mísseis antiaéreos S-300 por considerar que isso representaria um aumento significativo da violência na região.

"Acreditamos que entregar os S-300 ao governo sírio significaria uma escala significativa por parte dos russos. E esperamos, se as notícias da imprensa estiverem corretas, que eles reformulem a decisão", disse o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, em Nova York.

A Rússia decidiu montar o sistema antiaéreo na Síria após um avião do país ter sido abatido de forma equivocada pelas forças locais durante um ataque de Israel contra instalações do Irã. Bolton, porém, disse que o Kremlin tirou conclusões equivocadas.

"Não deveria haver nenhum mal-entendido aqui. A parte realmente responsável pela queda do avião russo é o Irã", afirmou o assessor.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, antecipou que pretende discutir a venda do sistema durante uma reunião com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Nova York, um encontro paralelo à Assembleia Geral da ONU.

"Há muitos assuntos sobre os quais conversaremos com os russos. Estou muito seguro que a decisão de movimentar os S-300 estará entre eles. Há muitos locais onde os russos estão trabalhando contra os interesses americanos e garantiremos que eles prestem contas por isso", afirmou Pompeo em entrevista coletiva.

Pompeo e Lavrov estarão em uma recepção que o presidente dos EUA, Donald Trump, organizará amanhã para presidentes e chanceles dos países-membros do Conselho de Segurança da ONU.

Perguntado se já conversará com o ministro russo durante o evento, Pompeo respondeu que tem certeza que "terá um tempo junto com Sergei".

O anúncio do envio do sistema S-300 para a Síria foi feito na manhã desta segunda-feira pelo ministro de Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, que deixou claro que a decisão é uma resposta ao ataque de Israel que resultou na queda acidental do avião russo.

Similares aos mísseis Patriot dos EUA, os S-300 podem responder a um ataque aéreo israelense ou americano com caças da classe Stealth, helicópteros, bombardeiros e mísseis balísticos, segundo analistas.

Esse sistema, que tem um alcance de 250 quilômetros, daria a Síria um escudo antimísseis para proteger suas infraestruturas vitais contra um possível ataque externo.

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