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Premiê israelense nega envolvimento em caso de corrupção

Richard Drew/ AP
Netanyahu: "As recomendações da polícia não causam surpresa a ninguém, nem o momento preciso em que foram feitas públicas" Imagem: Richard Drew/ AP

Da Agência EFE, em Jersusalém

02/12/2018 09h21

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou neste domingo (2) o seu envolvimento e o de sua esposa Sara no caso de corrupção conhecido como 4000, depois que a polícia recomendou hoje a sua acusação por considerar que há "provas suficientes".

"Tenho certeza que, também desta vez, as pessoas competentes, depois de investigarem o assunto, chegarão à mesma conclusão: que não vão encontrar nada porque não há nada", declarou Netanyahu através do Twitter.

O chefe do governo israelense afirmou que essas recomendações "não têm nenhum peso judicial" e que em ocasiões anteriores que também envolviam personalidades públicas elas foram rejeitadas "de forma absoluta".

"As recomendações da polícia a respeito da minha mulher e de mim não causam surpresa a ninguém, nem o momento preciso em que foram feitas públicas. Estas foram decididas e vazadas inclusive antes do início das investigações", escreveu o premiê.

A polícia recomendou hoje que Netanyahu seja acusado por "crimes de suborno, fraude e abuso de confiança" ao considerar que ele interveio "em decisões reguladoras para favorecer Shaul Elovitch", principal acionista do Grupo Bezeq, e da agência de notícias "Walla", que teria feito uma cobertura positiva a Netanyahu e sua família em troca de favores.

Segundo a nota policial, o chefe de governo e seus associados "intervieram de maneira flagrante e contínua, e em algumas ocasiões inclusive diariamente, no conteúdo publicado pelo site 'Walla News', e também tentaram influenciar na nomeação de altos funcionários (editores e repórteres)" entre 2012 e 2017.

As autoridades policiais também afirmaram que existem provas suficientes para processar Sara Netanyahu por "suborno, fraude, abuso de confiança, e a interrupção de procedimentos de investigação e judiciais".