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República Democrática do Congo exige saída de embaixador da UE do país

27/12/2018 17h04

Kinshasa, 27 dez (EFE).- O governo da República Democrática do Congo (RDC) declarou o embaixador da União Europeia (UE) em Kinshasha, Bart Ouvry, como "persona non grata" nesta quinta-feira e pediu para que ele deixe o país em um prazo máximo de dois dias.

O ministro de Relações Exteriores da República Democrática do Congo, Léonard She Okitundu, tomou a medida alegando reciprocidade depois das sanções impostas pelo Conselho Europeu a integrantes do alto escalão do governo do país, entre eles Emmanuel Ramazani Shadary, candidato governista nas eleições presidenciais de domingo.

Okitundu alertou também, em reunião com diplomatas, que tomará outras medidas contra a UE que serão anunciadas em breve.

No último dia 10, o Conselho Europeu prorrogou por um ano as sanções contra 14 integrantes do governo da República Democrática do Congo por "violações de direitos humanos" e "obstrução do processo eleitoral". Eles tiveram ativos sob jurisdição europeia congelados e foram proibidos de entrar nos países que compõem o bloco.

Outro fator que levou a UE a ampliar as sanções foi o veto à missão de observação do bloco nas eleições gerais do país, marcadas para ocorrer no próximo domingo.

A UE publicou as sanções contra sete integrantes da Polícia, do Serviço de Inteligência e do Exército da República Democrática do Congo no dia 12 de dezembro de 2016. Eles eram acusados de obstruir a solução pacífica para convocar um pleito no país.

Em maio de 2017, a UE decidiu ampliar as sanções para enquadrar outras pessoas. Além de Shadary, também foram punidos o atual ministro de Comunicação, Lambert Memde, e o ex-vice-primeiro-ministro do país, Evariste Boshab. EFE

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