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Opositora venezuelana pede que Bolsonaro lidere pressão externa contra Maduro

31/12/2018 15h08

Caracas, 31 dez (EFE).- A dirigente opositora venezuelana María Corina Machado pediu ao futuro presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que lidere uma maior "pressão internacional" contra Nicolás Maduro que o faça "entender que é inadiável a transição para a democracia" no país.

"Vemos em seu próximo governo uma oportunidade que vai além das fronteiras do Brasil, já que sua mensagem se projeta para aqueles países da América Latina onde regimes ditatoriais pretendem se eternizar no poder, como é o caso da Nicarágua, Bolívia, Cuba e Venezuela", disse Machado a Bolsonaro em carta aberta divulgada nesta segunda-feira.

"Na Venezuela enfrentamos um Estado criminoso que não está disposto a entregar o poder e que só cederá diante da pressão coordenada das forças internas e externas que o obriguem a entender que é inadiável a transição à democracia", continuou a ex-deputada na carta.

Nesse sentido, Machado afirmou ter confiança de que a liderança do Brasil na região "contribuirá para estimular a solidariedade e a responsabilidade de proteção internacional" que segundo ela são necessárias na Venezuela, onde os cidadãos, afirmou, sofrem com "a repressão, a censura e o uso da força bruta".

As relações entre a Venezuela e o Brasil, antigos aliados políticos, pioraram desde a destituição de Dilma Rousseff e a ascensão à Presidência de Michel Temer - em 2016 -, cujo Governo foi crítico com Maduro.

Como candidato, Bolsonaro, um ex-militar de 63 anos, chegou a criticar os governos de esquerda da região, incluído o de Maduro, e em dias recentes o brasileiro revogou ao venezuelano o convite que tinha feito à comparecer na posse, alegando que os líderes de "regimes que violam as liberdades de seus povos" não estarão na sua posse, programada para 1 de janeiro.

Maduro, por sua vez, disse no começo de dezembro que o Governo brasileiro estava envolvido em um plano supostamente elaborado pelos Estados Unidos para assassiná-lo e derrubar a chamada revolução bolivariana, no poder desde 1999.

Em outubro, Bolsonaro disse que não apoiaria uma intervenção armada contra a Venezuela porque "o Brasil sempre vai buscar a via pacífica para resolver os problemas". EFE

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