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Almagro celebra "posse" de opositor de Maduro como "presidente interino"

2019-01-11T22:36:00

11/01/2019 22h36

Washington, 11 jan (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, celebrou nesta sexta-feira a "posse" de Juan Guaidó, que comanda a Assembleia Nacional da Venezuela, como "presidente interino" do país.

"Tem nosso apoio, o da comunidade internacional e do povo da Venezuela", escreveu Almagro em mensagem divulgada no Twitter.

Almagro citou uma postagem de Guaidó, que assumiu o comando da Assembleia Nacional da Venezuela no último dia 5 de janeiro. No texto, o opositor diz que defende a Constituição para convocar "eleições livres no país".

Guaidó pediu apoio das Forças Armadas, do povo e da comunidade internacional para exercer o mandato de presidente sob o amparo dos artigos 233 e 350 da Constituição. No entanto, o opositor não disse expressamente que estava assumindo a presidência do país.

No leste de Caracas, Guaidó disse que o parlamento respeitará a Constituição e assumirá "as competências de responsabilidade de uma presidência da República".

As declarações foram vistas como um desafio por Nicolás Maduro, que tomou posse para um segundo mandato como presidente do país ontem. No entanto, opositores e vários governos da região, entre eles o Brasil, consideram o governo chavista como "ilegítimo".

Ciente da dificuldade de tirar Maduro do poder, Guaidó, do Partido Vontade Popular, afirmou que um decreto não será suficiente para que ele assuma o comando do governo venezuelano.

Durante sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA realizada hoje, o embaixador dos Estados Unidos no órgão, Carlos Trujillo, pediu uma "opinião jurídica" sobre a autoridade legal da delegação venezuelana para se pronunciar já que ontem foi aprovada uma resolução para não reconhecer o segundo mandato de Maduro.

"Somos da opinião que, se não reconhecemos o presidente, como vamos aceitar o embaixador do presidente?", explicou Trujillo posteriormente em entrevista à Agência Efe.

"Não descartamos um representante venezuelano, mas não do governo ilegítimo do ditador Nicolás Maduro", completou o diplomata.

A resolução da OEA contra a Venezuela foi apoiada por 19 países, entre eles o Brasil e outros 12 integrantes do Grupo de Lima. Apenas o México preferiu se abster.

O governo de Maduro decidiu deixar a OEA em 28 de abril de 2017, uma saída que deve ser efetivada ainda neste ano. EFE

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