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CIDH concede medidas cautelares para Guaidó e pede à Venezuela sua proteção

26/01/2019 06h23

Washington, 26 jan (EFE).- A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) outorgou na sexta-feira medidas cautelares ao autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e pediu ao Estado que proteja sua vida e de seus familiares.

"A Comissão solicita ao Estado da Venezuela que adote as medidas necessárias para proteger os direitos à vida e à integridade pessoal e garantir a segurança do senhor Juan Guaidó e sua família", indicou a CIDH em um documento ao qual a Agência Efe teve acesso.

O pedido de medidas cautelares foi feito na quinta-feira por três advogados diante da CIDH com o argumento que Guaidó tinha sido "alvo de perseguição, assédio, agressão e privação arbitrária de sua liberdade pessoal" no passado.

A Comissão considerou que "os direitos à vida e integridade" de Guaidó "estão em situação de risco" que poderia ser "exacerbada" pelo "agravamento da crise política no Estado da Venezuela".

Além disso, para tomar sua decisão, a CIDH observou que Guaidó foi detido por uma hora por agentes da inteligência venezuelana, no último dia 13, quando ele já era presidente da Assembléia Nacional (AN, Parlamento).

A Comissão solicitou ao Estado da Venezuela que, dentro de um prazo de 15 dias, informasse sobre as medidas adotadas em favor de Guaidó.

Na última quarta-feira, Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela, ao considerar a última eleição de Nicolás Maduro "ilegítima". EFE

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