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Internacional

Israel reconhece Juan Guaidó como presidente da Venezuela

27/01/2019 14h57

Jerusalém, 26 jan (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, reconheceu neste domingo o presidente da Assembleia Nacional (Parlamento) da Venezuela, Juan Guaidó, como presidente do país.

"Israel se une aos Estados Unidos, à maioria dos países da América Latina e aos países da Europa para reconhecer a nova liderança na Venezuela", anunciou Netanyahu em um vídeo, sem nomear expressamente Guaidó.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Emmanuel Nahson, também declarou que o país reconhece essa "nova liderança", em mensagem publicada no Twitter na qual mencionou a conta oficial do líder parlamentar venezuelano, @jguaido.

Na última quarta-feira, Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela ao considerar ilegítimo o presidente Nicolás Maduro, que rejeitou essa medida.

Maduro venceu em maio de 2018 eleições das quais a maioria da oposição não participou por considerá-las fraudulentas, assim como grande parte da comunidade internacional, e desde então ocorre no país uma série de protestos antigovernamentais, com confrontos que nos últimos dias deixaram cerca de 30 mortos.

A Venezuela rompeu relações diplomáticas com Israel depois da operação militar "Chumbo Fundido" de 2008-2009 sobre a Faixa de Gaza, quando fechou sua embaixada em Tel Aviv.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) não se pronunciou até o momento sobre a crise na Venezuela, mas no sábado o movimento islamita Hamas, que governa Gaza de fato, considerou a nova liderança como "um golpe de estado fracassado" contra Maduro.

O Hamas, considerado uma organização terrorista por EUA, União Europeia (UE), Israel e outros países, também denunciou a "ingerência" do governo americano nos assuntos internos da Venezuela.

Venezuela e Palestina têm estreitos laços diplomáticos desde o governo do falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013), que formalizou o estabelecimento de relações com a abertura de uma embaixada palestina em Caracas em abril de 2009. EFE

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