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Guaidó convoca protestos para exigir que militares permitam entrada de ajuda

28/01/2019 00h34

Caracas, 27 jan (EFE).- O chefe do Parlamento e autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, convocou neste domingo duas manifestações, a primeira delas para quarta-feira, para exigir aos militares que "fiquem do lado dos" cidadãos e permitam a entrada de ajuda humanitária.

Em mensagem divulgada através de suas redes sociais, o opositor chamou os venezuelanos "saírem às ruas" em um "grande protesto nacional" a partir das 12h local (13h, em Brasília) para exigir que a Força Armada permita que a ajuda humanitária, que segundo ele administrou, entre no país.

"Vamos fazer de maneira pacífica", pediu a seus simpatizantes, ao acrescentar que a jornada também terá como objetivo continuar entregando aos uniformizados o texto de uma lei sancionado pela Câmara, que oferece garantias aos funcionários civis e militares que desobedeçam Maduro e auxiliem uma mudança de Governo.

Guaidó também convocou outra manifestação para o próximo sábado, sem oferecer maiores detalhes a respeito, salvo que o protesto vai acontecer "nas ruas de toda Venezuela e todo o mundo".

Guaidó convoca estas manifestações no mesmo dia em que os opositores do presidente, Nicolás Maduro, no poder desde 2013, entregaram em quartéis o texto de uma polêmica "lei de anistia", que segundo o chavismo encoraja um golpe de Estado.

Maduro, por sua vez, passou revista em vários quartéis do centro do país, onde supervisionou exercícios militares e recebeu o apoio de centenas de soldados. EFE

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