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Internacional

União Africana denuncia incidentes violentos nas eleições na Nigéria

25/02/2019 13h25

Abuja, 25 fev (EFE).- A União Africana (UA) denunciou nesta segunda-feira casos de violência, roubos de material eleitoral e atrasos nas eleições gerais na Nigéria realizadas no último sábado, nas quais observadores de associações civis afirmam que pelo menos 39 pessoas morreram em incidentes violentos.

"Embora a abertura das urnas tenha sido atrasada, a votação foi realizada em relativa paz. No entanto, alguns relatórios dão conta de incidentes violentos e roubo de material eleitoral", indica um documento publicado hoje pela Missão de Observação da UA na Nigéria (AUEOM).

A organização publicou seu relatório provisório sobre o pleito, no qual afirmou que os eleitores puderam exercer o seu direito de votar "sem restrições sistemáticas", mas que houve um atraso médio de uma hora na abertura da maioria dos colégios eleitorais.

As eleições na Nigéria, o país mais populoso da África e a primeira economia do continente, teve a participação de mais de 84 milhões de eleitores e 73 candidatos presidenciais, os números mais altos em ambos os aspectos desde que o país retornou a um governo civil em 1999.

A UA destacou que a votação foi uma mostra da consolidação da cultura "democrática" do país, embora tenha pedido aos partidos políticos e candidatos que evitassem a violência pós-eleitoral e a seus militantes e seguidores que "mantivessem a calma".

"Caso aconteçam algumas disputas em torno dos resultados eleitorais, pedimos a partidos e candidatos que utilizem os instrumentos legais à sua disposição para conseguir uma solução".

Também reivindicou aos cidadãos nigerianos que utilizem as redes sociais com responsabilidade e que "se abstenham de divulgar informações falsas".

A Comissão Eleitoral Independente da Nigéria (INEC, em inglês) é o único órgão com poder para publicar os resultados, que devem ser revelados nos próximos dias.

O atual presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, e o ex-vice-presidente Atiku Abubakar partem como favoritos.

Além e escolherem um novo presidente, os nigerianos também votaram para renovar o Senado e a Câmara de Representantes. EFE

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