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Rússia diz que seus militares ficarão na Venezuela o quanto for necessário

5.dez.2018 - O presidente russo, Vladimir Putin aperta a mão de seu colega venezuelano Nicolás Maduro durante uma reunião na residência do estado de Novo-Ogaryovo nos arredores de Moscou, Rússia - Maxim Shemetov/Reuters
5.dez.2018 - O presidente russo, Vladimir Putin aperta a mão de seu colega venezuelano Nicolás Maduro durante uma reunião na residência do estado de Novo-Ogaryovo nos arredores de Moscou, Rússia Imagem: Maxim Shemetov/Reuters

28/03/2019 10h00

A Rússia declarou hoje que seus militares permanecerão na Venezuela o tempo que for necessário para o governo venezuelano, e afirmou que sua presença não muda o equilíbrio de forças na América Latina nem representa uma ameaça para ninguém.

"A Rússia não altera o equilíbrio de forças na região, não ameaça ninguém, ao contrário dos cidadãos de Washington que acabo de citar", disse a porta-voz da Chancelaria russa, Maria Zakharova, em alusão ao presidente dos Estados Unidos, Donal Trump e outros membros do seu governo.

Trump disse ontem que mantém "todas as opções abertas" para que os militares russos saiam da Venezuela.

Além disso, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, não só insistiu que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deve abandonar a cena política, mas ressaltou que é preciso dar fim à influência da Rússia em Cuba e na Nicarágua.

"Eu gostaria de perguntar a estas pessoas: com que base legal são formuladas estas declarações? Formulo assim a pergunta, que não é retórica. Quero ouvir uma resposta", disse a porta-voz em entrevista coletiva.

Zakharova insistiu que os militares russos que chegaram à Venezuela no último fim de semana o fizeram em virtude de um acordo bilateral de cooperação militar.

"Esse documento ninguém denunciou", enfatizou a porta-voz, que acrescentou que a presença de "especialistas russos" na Venezuela não transgride acordos internacionais nem a legislação venezuelana.

Zakharova explicou que os militares russos se ocupam de colocar em prática os acordos de cooperação bilateral.

"Quanto tempo ficarão lá? O tempo que for necessário. O tempo que o governo da Venezuela precisar", respondeu a porta-voz a uma pergunta de um jornalista.

Por outro lado, Zakharova disse que Moscou espera que as autoridades de Curaçao não permitam que o centro de recepção de ajuda humanitária para a Venezuela instalado em seu território se transforme em um lugar de passagem para o envio de armas.

"Acreditamos que as autoridades de Curaçao não deixarão que seu território se transforme em um ponto apoio de uma nova aventura ocidental", disse.

A porta-voz russa anunciou que na próxima semana, durante a reunião da comissão intergovernamental Rússia-Venezuela, que será realizada em Moscou, será assinada uma série de acordos econômico-comerciais, assim como no âmbito da energia e da educação.

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