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UE aceita prolongar sanções econômicas à Rússia por mais 6 meses

2019-06-20T17:52:00

20/06/2019 17h52

Bruxelas, 20 jun (EFE).- Os líderes políticos da União Europeia (UE) acertaram nesta quinta-feira estender por mais seis meses as sanções econômicas impostas à Rússia pela atuação do país na crise separatista no leste da Ucrânia e por não ter aplicado os Acordos de Paz de Minsk.

"As sanções à Rússia foram unanimemente prorrogadas por mais seis meses por causa da falta de implementação dos Acordos de Minsk", anunciou no Twitter Preben Aamann, porta-voz do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Os chefes de Estado e de Governo do bloco tomaram esta decisão em cúpula que acontece em Bruxelas. A UE condiciona o fim das sanções econômicas à aplicação total dos Acordos de Minsk, e ainda há aspectos pendentes na sua implementação, incluindo a retirada de armamentos pesados e o respeito ao cessar-fogo.

As atuais sanções vencem em 31 de julho, prazo que o Conselho Europeu tem para formalizar o acordo político adotado hoje pelos líderes e publicar as atas necessárias para a renovação das medidas restritivas. Essas sanções foram introduzidas pela União Europeia em 31 de julho de 2014 em resposta às "ações empreendidas pela Rússia, que representam a desestabilização da situação da Ucrânia", conforme lembrou o Conselho. As sanções têm como alvos os setores de finanças, energia e defesa.

As medidas restritivas limitam o acesso a determinados bancos e empresas russas aos mercados de capitais primários e secundários da UE. Também impõem uma proibição de exportação e importação de armas e vetam a exportação de produtos de dupla utilização, seja para uso militar ou para usuários finais militares na Rússia. As sanções, além disso, restringem o acesso de cidadãos e empresas do país a determinadas tecnologias e serviços sensíveis que podem ser utilizadas para a exploração e produção de petróleo. EFE

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