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Macron sugere sanções contra Rússia por interferência em processos eleitorais

O presidente da França, Emmanuel Macron - Ludovic Marin - 4.abr.2019/AFP
O presidente da França, Emmanuel Macron Imagem: Ludovic Marin - 4.abr.2019/AFP

Munique (Alemanha)

16/02/2020 15h37

O presidente da França, Emmanuel Macron, mencionou neste sábado a possibilidade de pedir a imposição de sanções contra a Rússia, como forma de combater a interferência do Kremlin nas eleições nos países europeus.

Macron sugeriu trabalhar com a Rússia na direção da "descalcificação", mas ao mesmo tempo pediu aos parceiros europeus a uma intervenção mais determinada.

"Seria necessário ativar uma metodologia de ação rápida e talvez também de atribuição muito mais clara e mais forte e um sistema de sanções", disse Macron, quando questionado na Conferência de Segurança de Munique sobre a possibilidade de interferência nas próximas eleições.

Macron assumiu que a Rússia aplica, por meio de atores públicos e privados ou "agentes interpostos", estratégias de influencia para obter resultados próximos dos seus interesses quando as eleições são realizadas nos países europeus.

"A pessoa na sua frente sofreu um ataque maciço antes do primeiro turno, sem saber de onde vem", disse Macron, sobre a eleição presidencial francesa de 2017.

O presidente francês disse, portanto, que não se pode ser "ingênuo" quanto aos propósitos perseguidos pelo regime russo em relação à sua política externa em relação aos países da Europa Ocidental.

"A estratégia da Rússia tem sido acompanhar os movimentos políticos anti-europeus, anti-imigração e muito conservadores", disse Macron, afirmando: "A Rússia continuará tentando desestabilizar".

Macron afirmou durante discurso no fórum de política de segurança que a Rússia deu aos países da UE "muitas razões para desconfiar" e acusou seus parceiros comunitários de terem sido "fracos" contra Moscou.

O presidente francês também se referiu às sanções já em vigor pela UE para a política russa em relação à Ucrânia e reconheceu que elas podem não ter atingido seu objetivo, mas deixou claro que não está propondo seu levantamento.

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