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Líder chavista nega existência de protestos em Cuba: 'Evento midiático'

11.jul.2021 - Protestos foram registrados em Havana, Cuba - Alexandre Meneghini/Reuters
11.jul.2021 - Protestos foram registrados em Havana, Cuba Imagem: Alexandre Meneghini/Reuters

Da EFE, em Caracas

14/07/2021 03h11Atualizada em 14/07/2021 08h08

O primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, negou ontem a existência dos protestos em Cuba e afirmou que as informações divulgadas através das redes sociais fazem parte de "um evento midiático" que não tem "nada a ver com a realidade".

Em entrevista coletiva do partido, Cabello disse que as publicações sobre Cuba no domingo eram de pessoas que "estavam comemorando a Eurocopa e tiravam essas fotos como se estivesse acontecendo em Cuba, ou na Argentina, onde estavam comemorando a Copa América".

"Tiraram a foto de longe e, sem vergonha nenhuma, disseram: 'Olhem para Cuba, como está'", declarou o dirigente.

Cabello, que é considerado o 'número dois' do chavismo, transmitiu solidariedade a Cuba diante do que classificou como uma nova ação do "imperialismo" contra o país.

"Não entendem que são 60 anos de bloqueio. Pensam que vão fazer cinco tweets para acabar com a Revolução Cubana. Aqui vai a nossa solidariedade, o nosso apoio, o nosso respeito ao povo cubano e ao governo pela imensa luta", acrescentou.

O chavista argumentou que "é o imperialismo atuando" contra Cuba e criticou o fato de que "ninguém" fala "nada" sobre o que considera ser "um massacre" nos protestos da Colômbia e no Chile, com os mapuches.

"Todos os dias assassinam o povo mapuche no Chile e não dizem nada. Atacam a Venezuela, atacam Cuba", lamentou.

Milhares de cubanos saíram às ruas de Cuba no domingo para protestar contra o governo e pedir "liberdade" e denunciar a escassez de alimentos, medicamentos e produtos básicos em meio ao impacto da pandemia de covid-19.

Várias pessoas foram detidas e alguns confrontos foram registrados após o presidente, Miguel Díaz-Canel, ter pedido para que seus apoiadores defendessem o governo dos manifestantes.

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