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Quase metade dos israelenses com mais de 60 anos recebeu 3ª dose da vacina

12.jul.2021 - Frasco da vacina contra covid-19 da Pfizer-BioNTech em clínica perto de Tel Aviv, Israel - Jack Guez/AFP
12.jul.2021 - Frasco da vacina contra covid-19 da Pfizer-BioNTech em clínica perto de Tel Aviv, Israel Imagem: Jack Guez/AFP

10/08/2021 20h13

Quase metade das pessoas com mais de 60 anos em Israel, cerca de 600 mil pessoas, receberam a terceira dose da vacina contra a covid-19 desde o início da campanha há dez dias, enquanto o governo insiste que os não vacinados também sejam imunizados.

"Este esforço de vacinação é um grande sucesso", comemorou o primeiro-ministro israelense Naftali Bennett, sobre a terceira dose, enquanto encorajava a população que ainda não foi vacinada, diante da disseminação incontrolável da variante delta.

"Hoje, 90% dos casos graves são em pessoas com mais de 50 anos, ou seja, nove em cada dez. Por isso, peço aos israelenses dessa idade que tenham muito cuidado nas próximas semanas", alertou.

Israel ultrapassou hoje, pela primeira vez desde fevereiro, a marca de 6 mil casos em 24 horas, contra apenas algumas dezenas em junho.

Dos casos ativos, 394 são graves e 64 pacientes necessitam de ventiladores.

"É o único país do mundo que atualmente dá à sua população idosa a possibilidade de receber uma terceira dose (Pfizer/BioNTech), um reforço", defendeu Bennett, embora países como os Emirados tenham iniciado a campanha da terceira dose mais cedo, com a vacina chinesa Sinopharm.

O Ministério da Saúde garantiu hoje que, dos 600 mil vacinados com a terceira dose, apenas 50 relataram sintomas, que foram "leves e passaram rapidamente (dor no local da injeção, febre, náuseas)".

Dos cerca de 9,3 milhões de pessoas que residem em Israel, mais de 1 milhão ainda não foram vacinados, um grupo - em sua maioria ultraortodoxos e árabes - que paralisou a rápida campanha israelense que em poucos meses chegou a 60% da população.

Naftali Bennett insistiu hoje em acelerar a imunização para evitar um quarto confinamento nacional, antes dos feriados judaicos no próximo mês.

O país teve que reimpor restrições, como o uso de máscara obrigatória em ambientes fechados, o certificado verde para acesso a eventos com mais de 100 pessoas, e não suspendeu o veto à entrada de turistas desde o início da pandemia do coronavírus.

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