Síria diz que são necessários US$ 1,4 bilhão para levar crianças de volta à escola

Laura Gelbert

Da Rádio ONU, em Nova York

  • Abdalrhman Ismail/Reuters

Estimativas são de agências de assistência humanitária; conferência de doadores sobre o país acontece na quinta-feira (4), em Londres; diretor regional do Unicef destacou "temores de que a Síria está perdendo uma geração inteira de sua juventude".

Agências da ONU e instituições de assistência estão pedindo US$ 1,4 bilhão para ajudar cerca de 4 milhões de jovens e crianças na Síria e nos países vizinhos a terem acesso à educação formal e informal.

O valor é o equivalente a cerca de R$ 5,6 bilhões. Uma conferência de doadores sobre o país vai ser realizada nesta quinta-feira, em Londres.

Geração perdida

O diretor regional do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para o Oriente Médio e o Norte da África, Peter Salama, afirmou que "a escala da crise para as crianças está crescendo o tempo todo".

Por isso, ele afirmou, que "existem os temores de que a Síria está perdendo uma geração inteira de sua juventude".

O Unicef é a agência que coordena a "Iniciativa Nenhuma Geração Perdida".

Educação

Cerca de 4 milhões de crianças e jovens sírios e das comunidades anfitriãs entre 5 e 17 anos precisam de assistência para educação. Entre eles, 2,1 milhões de crianças sírias fora da escola dentro do país e 700 mil na Turquia, no Líbano, na Jordânia, no Iraque e no Egito.

A crise de educação na região será destaque na conferência de Londres, liderada pelas Nações Unidas, Reino Unido, Alemanha, Kuwait e Noruega.

Representantes de mais de 30 países devem participar do encontro, com o objetivo de levantar fundos para atender as necessidades das pessoas afetadas pelo conflito.

Segundo a iniciativa, o futuro de uma geração de crianças e jovens sírios está em risco, a não ser que os doadores reunidos em Londres priorizem o financiamento necessário para levá-los de volta à escola.

Ataques a escolas

As agências também pedem aos participantes da conferência que pressionem os envolvidos no conflito sírio que interrompam os ataques a escolas e outros locais de aprendizado, de acordo com a Lei Humanitária Internacional.

A Iniciativa Nenhuma Geração Perdida foi criada em 2013 para aumentar as oportunidades de aprendizado e fornecer ambiente protegido para crianças e jovens na Síria e nas nações vizinhas.

Até 2015, 1,2 milhão de crianças e jovens dentro do país foram beneficiadas e mais de 650 mil no Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia receberam material escolar ou apoio em dinheiro, entre outras ações.

O Ocha (Escritório da ONU para Coordenação de Assistência Humanitária), o Acnur (Alto Comissariado para Refugiados) Acnur, a Unrwa (Agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinos), a ONU Mulheres e o PMA (Programa Mundial de Alimentos) fazem parte da iniciativa.

Também são parceiros do projeto: International Medical Corps, Intersos, Save the Children, World Vision, Mercy Corps, Norwegian Refugee Council, UK AID, União Europeia, Usaid, departamento de Estados dos Estados Unidos e o Canadá.

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