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Espanha permitirá que crianças saiam para caminhar em meio à pandemia

Rua de Pamplona, no Norte de Espanha. O surto de coronavírus se espalhou pelo país com o deslocamento de pessoas que "fugiram" para a quarentena em outras regiões - Europa Press/Getty Images
Rua de Pamplona, no Norte de Espanha. O surto de coronavírus se espalhou pelo país com o deslocamento de pessoas que "fugiram" para a quarentena em outras regiões Imagem: Europa Press/Getty Images

Emma Pinedo e Belén Carreño

Em Madri (Espanha)

21/04/2020 18h10

A Espanha permitirá que crianças saiam de casa para caminhar a partir do final de semana que vem em um afrouxamento do lockdown imposto no país por conta da pandemia de coronavírus, anunciou o ministro da Saúde, Salvador Illa, na noite de ontem, em meio à escalada de críticas de que as restrições do governo penalizam injustamente os muito jovens.

A mudança acontece horas depois de o governo anunciar que as crianças mais novas, que estão atualmente proibidas de saírem de casa sob quaisquer circunstâncias, poderiam ser permitidas a acompanhar seus pais em saídas essenciais, como para comprar alimentos ou remédios.

O anúncio anterior provocou críticas ferozes nas redes sociais e levou a pedidos generalizados para que crianças fossem permitidas a sair para brincar. Em Madri, pessoas bateram panelas nas varandas em protesto.

"Esse é um governo que ouve e na semana que vem irei emitir um decreto permitindo que crianças com menos de 14 anos possam caminhar na rua a partir de domingo, dia 26 de abril", disse Illa em entrevista coletiva.

O Ministério da Saúde irá anunciar os detalhes sobre quando e onde as crianças poderão caminhar nos próximos dias, informou o ministro.

Apesar de ter permitido que algumas empresas reabrissem na semana passada, a Espanha permanece sob um dos mais rígidos bloqueios da Europa, com milhões presos em casa sem permissão nem mesmo para se exercitarem.

Uma queda na taxa de infecção provocou otimismo entre as autoridades, mas Illa disse que o país ainda não está pronto para qualquer ampla redução das medidas de confinamento.

Os registros das últimas 24 horas levaram o número de fatalidades para 21.717 e infecções para 208.389, um aumento de apenas 2%. As 399 mortes de segunda-feira representaram o menor número diário desde 22 de março.

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