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George Floyd é homenageado em funeral em Mineápolis após onda de protestos

04/06/2020 15h43Atualizada em 05/06/2020 07h46

Pessoas de luto se reuniram hoje em na Universidade Central North, em Mineápolis, em uma cerimônia para lembrar George Floyd, cuja morte sob custódia policial desencadeou uma onda de protestos que assolaram os Estados Unidos em meio à pandemia de coronavírus e uma campanha presidencial acalorada.

Philonise Floyd, irmão de Floyd, disse que sua família era pobre e que Floyd lavava as meias e roupas da família na pia e as secava no forno. "É louco, cara, todas essas pessoas vieram ver meu irmão, é incrível como ele tocou tantos corações", disse ele, que vestia um terno escuro e um broche com uma foto de seu irmão com as palavras "eu não consigo respirar" na lapela.

A morte de Floyd em 25 de maio se tornou o último episódio de brutalidade policial contra afro-americanos, levando a questão do racismo para o topo da agenda política antes das eleições presidenciais norte-americanas de 3 de novembro.

Derek Chauvin, de 44 anos, foi demitido do departamento de polícia de Mineápolis após ter sido filmado em um vídeo que viralizou se ajoelhando sobre o pescoço de Floyd por quase nove minutos enquanto Floyd gemia repetidas vezes "por favor, eu não consigo respirar".

Multidões de manifestantes têm desafiado toques de recolher e tomado as ruas de cidades de todo o país há nove noites em protestos — às vezes violentos — que levaram o presidente Donald Trump a ameaçar enviar militares.

As manifestações diminuíram hoje, depois que promotores apresentaram novas acusações contra quatro ex-policiais de Mineápolis envolvidos na morte. Várias grandes cidades reduziram ou suspenderam toques de recolher impostos nos últimos dias, mas nem tudo estava calmo.

No bairro do Brooklyn, em Nova York, a polícia agiu contra uma multidão de cerca de mil manifestantes que desafiavam o toque de recolher, e o procurador-geral dos EUA, William Barr, disse que interesses estrangeiros e "agitadores extremistas" estavam assumindo os protestos.

Em outro caso de acusação racial que ganhou atenção nacional nos EUA, um tribunal ouviu hoje que um dos homens brancos acusados pelo assassinato do homem negro desarmado Ahmaud Arbery, na Geórgia, usou uma ofensa racial depois de atirar no homem e antes de a polícia chegar ao local.

As homenagens para Floyd, de 46 anos, se estenderão por seis dias e três Estados, disse o advogado da família de Floyd à mídia. Seu assassinato levou a questão racial ao topo da agenda política cinco meses antes das eleições presidenciais de 3 de novembro.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou a matéria, George Floyd morreu em 25 de maio, e não 25 de março. A informação foi corrigida.

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