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Bolsonaro diz que pode ligar para Trump para pedir mais hidroxicloroquina

 Jair Bolsonaro segura uma caixa de cloroquina no Palácio da Alvorada  - MATEUS BONOMI/ ESTADÃO CONTEÚDO
Jair Bolsonaro segura uma caixa de cloroquina no Palácio da Alvorada Imagem: MATEUS BONOMI/ ESTADÃO CONTEÚDO

Ricardo Brito

06/08/2020 21h14

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, em transmissão pelas redes sociais, que o país tem um estoque reduzido de comprimidos de hidroxicloroquina, e destacou que, se for preciso, pode ligar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir nova remessa do medicamento.

Bolsonaro é um dos principais defensores do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, apesar de pesquisas dentro e fora do país já terem descartado eficácia no tratamento à doença causada pelo novo coronavírus. As drogas, sugerem estudos, ainda provocam fortes efeitos adversos em pacientes.

"Aceitei do presidente Trump a doação de 1 milhão de comprimidos, que ainda não foram distribuídos porque a cartela deles tem 100 comprimidos", disse.

"E se o Trump, nós tivermos necessidade aqui de mais comprimidos, pode ser que haja mais necessidade, eu não tenho problema nenhum de ligar para o presidente norte-americano, se tiver mais, manda para nós, a gente manda um avião buscar ou ele manda um avião para cá e a gente distribui esse material aí".

Apesar da enfática defesa do presidente da hidroxicloroquina, comprimidos da droga doados ao Brasil pelo governo dos EUA e por um laboratório foram enviados ao laboratório do Exército, depois que secretários estaduais de Saúde se posicionarem contra o uso do medicamento.

Os comprimidos precisam ser fracionados em cartelas menores, de acordo com as regulamentações para uso no Brasil.

Bolsonaro também afirmou na transmissão ao vivo que se recuperou da Covid-19 graças ao uso da hidroxicloroquina, assim como muitos de seus ministros, segundo ele.

O presidente ainda voltou a criticar o ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta por ter se posicionado contra a prescrição ampliada da hidroxicloroquina. Mandetta, que foi demitido em abril, só concordava com o uso da droga para casos graves.

"Ele (Mandetta) foi radicalmente contra", disse Bolsonaro, ao acrescentar que a mudança da orientação do ministério foi uma sugestão, não uma imposição dele.

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