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Sem toque de recolher na Espanha por ora, premiê pede que pessoas limitem contatos

11.mai.2020 - Idosos caminhando nas ruas da Espanha durante pandemia do novo coronavírus - SOPA Images / LightRocket via Getty Images
11.mai.2020 - Idosos caminhando nas ruas da Espanha durante pandemia do novo coronavírus Imagem: SOPA Images / LightRocket via Getty Images

23/10/2020 09h58

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse hoje que mais pode ser necessário para combater a pandemia de covid-19 no país, mas ele não chegou a anunciar novas medidas e, em vez disso, pediu que os cidadãos ajam com responsabilidade.

Com os casos de covid-19 saltando nesta semana para mais de 1 milhão — maior na Europa Ocidental — o governo disse que a pandemia está fora de controle.

Mas a gestão de Sánchez não tem a maioria necessária no Parlamento para adotar medidas ousadas e para se sobrepor às regiões do país, que decidem sobre as questões de saúde.

"Se não seguirmos precauções, vamos colocar em risco as vidas daqueles que mais amamos", disse Sánchez em pronunciamento transmitido pela TV à nação. "O que temos que fazer é reduzir a mobilidade e o contato social, Não há outra solução."

Mais cedo, a região de Castela e Leão fez um apelo ao governo central para que impusesse toques de recolher noturnos rapidamente para conter a disseminação do coronavírus. A maioria das demais regiões também é favorável a alguma forma de toque de recolher, mas as autoridades das poderosas regiões de Madri e do País Basco se opõem a tal medida.

Caberá a cada região decidir o que fazer, mas elas não têm autoridade para impor toques de recolher sem uma decisão do governo nacional.

A Espanha registrou ontem um recorde de 20.986 novos casos de covid-19, levando o número total para 1.026.281.

Mas Sánchez disse que, como nem todos os casos são detectados, o número verdadeiro é provavelmente superior a 3 milhões. O total de mortes causadas pela doença no país é de 34.521.

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