Topo

Esse conteúdo é antigo

Mesmo após mudança dos EUA, contrários à quebra de patente de vacina contra Covid-19 resistem

Os principais apoiadores da proposta apresentaram um novo texto na segunda-feira em uma reunião privada da OMC - torstensimon/ Pixabay
Os principais apoiadores da proposta apresentaram um novo texto na segunda-feira em uma reunião privada da OMC Imagem: torstensimon/ Pixabay

Emma Farge

31/05/2021 19h17

Um acordo sobre uma potencial quebra de registro de propriedade intelectual para vacinas contra a Covid-19 na Organização Mundial do Comércio (OMC) continuava longe de ser fechado nesta segunda-feira por conta do ceticismo em relação à nova resolução, apesar do apoio de Washington, disseram à Reuters fontes próximas da negociação.

As negociações, reiniciadas na OMC na segunda-feira, são focadas em uma resolução preliminar e submetida por Índia, África do Sul e dezenas de outros países na semana passada.

Uma mudança surpresa dos EUA no início do mês para apoiar uma quebra de patentes aumentou a pressão sobre oponentes à proposta, como União Europeia e Suíça, onde estão sediadas as matrizes de grandes farmacêuticas. Mas a discussão de segunda-feira - a 11ª sessão desde a proposta inicial de suspensão de patentes em outubro - não teve avanço.

Os principais apoiadores da proposta apresentaram um novo texto na segunda-feira em uma reunião privada da OMC, permitindo que os principais atores no processo de negociação oferecessem seu primeiro feedback oficial sobre o conteúdo da potencial resolução.

A reunião é fundamental pois irá determinar se as negociações avançam ou não para "negociações em relação ao texto", como é da vontade da diretora-geral, Ngozi Okonjo-Iweala.

Uma autoridade comercial de Genebra afirmou que a proposta de iniciar discussões baseadas no texto da resolução "ganharam tração" nesta segunda-feira, incluindo dos Estados Unidos, que disseram estar abertos a uma discussão sobre qualquer proposta que impulsione a produção e a entrega de vacinas.

Mas cerca de 10 países, entre eles Coreia do Sul e Reino Unido, continuam expressando dúvidas em relação à proposta e pediram mais tempo para estudar a nova iniciativa dos governos da África do Sul e da Índia.