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1 mês

Bolsonaro comemora vaga no Conselho de Segurança da ONU: 'Alinhado com o mundo'

O Brasil recebeu 181 de 193 possíveis, com um voto contrário e o restante de abstenções - Anderson Riedel/PR
O Brasil recebeu 181 de 193 possíveis, com um voto contrário e o restante de abstenções Imagem: Anderson Riedel/PR

Lisandra Paraguassu

Em Brasília

15/06/2021 12h23Atualizada em 15/06/2021 12h54

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comemorou hoje a eleição do Brasil para uma das vagas rotativas do Conselho de Segurança das Nações Unidas, afirmando que o resultado é uma prova do bom relacionamento que o país tem com todo o mundo.

"Tivemos para uma cadeira no Conselho de Segurança não permanente da ONU o voto de 182 países entre 190. Isso é uma prova irrefutável que o Brasil tem [bom relacionamento] com o mundo todo", disse Bolsonaro em um evento no Palácio do Planalto. "O Brasil está perfeitamente alinhado com o mundo."

O país foi eleito 10 anos após ter ocupado pela última vez uma das 10 vagas rotativas do Conselho, com direito de voto, mas não de veto — esse restrito aos Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. O mandato será ocupado entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023.

O Brasil recebeu 181 de 193 possíveis, com um voto contrário e o restante de abstenções. O número, que também foi comemorado pelo presidente como um sinal do bom relacionamento do país com o restante do mundo, foi inferior ao da última vez que o governo brasileiro foi eleito. Em 2009, foram 182 de 183 votos e uma abstenção.

Acordo especial

Na cerimônia no Palácio do Planalto foi assinado um acordo com o governo dos Estados Unidos para incluir o Brasil no Projeto Artêmis, um programa da agência espacial norte-americana, a Nasa, que pretende levar dois astronautas, uma mulher e um homem, à Lua até 2024.

Outros 11 países, além do Brasil e dos EUA, já fazem parte do acordo, que prevê algum acesso do Brasil a tecnologias espaciais.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.