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Tribunal de paz da Colômbia acusa 10 militares de assassinarem 120 civis

Segundo a corte, acusados tiveram participação em uma série de assassinatos na província de Catatumbo, no norte de Santander - Miyer Juana/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images
Segundo a corte, acusados tiveram participação em uma série de assassinatos na província de Catatumbo, no norte de Santander Imagem: Miyer Juana/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images

Luis Jaime Acosta

Em Bogotá (Colômbia)

06/07/2021 16h43Atualizada em 06/07/2021 16h48

Um tribunal da Colômbia acusou hoje 10 militares e um civil pelo desaparecimento forçado de 24 pessoas e o assassinato de ao menos 120 civis e de apresentá-los falsamente como guerrilheiros mortos em combate.

É a primeira vez que o tribunal da JEP (Jurisdição Especial para a Paz) acusa membros do Exército colombiano de ligação com o chamado escândalo dos falsos positivos, no qual soldados mataram civis e os classificaram como rebeldes abatidos em combate para poderem receber promoções ou outros benefícios.

Os acusados desempenharam um papel decisivo nos assassinatos, relatados como mortes em combate na região de Catatumbo, na província de Norte de Santander, entre janeiro de 2007 e agosto de 2008 para inflar a contagem de corpos, disse a corte.

Identificados pelo JEP como os responsáveis por dar ordens sem as quais os crimes não teriam acontecido sistematicamente, os acusados incluem um general, seis oficiais, três oficiais não-comissionados e um civil.

"Era um padrão de macrocriminalidade, ou seja, a repetição de ao menos 120 assassinatos durante dois anos na mesma região, cometidos pelo mesmo grupo de pessoas associadas a uma organização criminosa e seguindo o mesmo modus operandi", disse a magistrada Catalina Diaz.

As vítimas incluíram agricultores e varejistas, entre outros, disse ela.

O JEP é um tribunal criado conforme o acordo de paz de 2016 para processar ex-membros das Farc (antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e líderes militares por supostos crimes de guerra.

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