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Cúpula sobre guerra na Ucrânia é perda de tempo sem Rússia, diz porta-voz

O Kremlin disse nesta terça-feira que é compreensível que alguns países estejam se recusando a participar de uma cúpula de paz sobre a Ucrânia, sediada na Suíça, neste mês, porque o encontro não tem objetivos claros e é absurdo realizá-lo sem a Rússia.

A Ucrânia afirma que mais de 100 países e organizações concordaram em participar da cúpula nos dias 15 e 16 de junho, para a qual Moscou não foi convidada.

"Essa é uma atividade completamente absurda, é um passatempo ocioso", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres, acrescentando ser óbvio que a reunião não está voltada para resultados, e "é por isso que muitos países não querem perder tempo".

Em um revés para o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, a China disse que não participará - algo que o presidente do Parlamento russo, Vyacheslav Volodin, observou com satisfação em um post no Telegram na terça-feira.

Ele citou relatos da imprensa dizendo que a Arábia Saudita também não participaria, embora o reino não tenha anunciado publicamente sua posição sobre a cúpula. Peskov disse que essa era uma questão de soberania da Arábia Saudita.

A reunião está ocorrendo em um ponto crucial no terceiro ano da guerra na Ucrânia, em que as forças russas registraram uma série de ganhos graduais desde fevereiro.

Nas últimas semanas, vários países da Otan disseram que permitirão que a Ucrânia atinja alvos dentro da Rússia com armas que forneceram a Kiev, algo que o presidente Vladimir Putin advertiu que poderia transformar a guerra em um conflito global.

A Rússia diz que está aberta ao diálogo com base nas "novas realidades" que criou no terreno, onde suas forças controlam cerca de 18% da Ucrânia. Kiev afirma que a paz só pode se basear na retirada total de todas as forças russas e na restauração de sua integridade territorial.

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