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Sul da Ásia pode ser novo epicentro da covid-19, alertam ONGs

Indianos esperam para passar por consulta médica em um hospital público em Jammu, na Índia - AP
Indianos esperam para passar por consulta médica em um hospital público em Jammu, na Índia Imagem: AP

17/07/2020 08h22

O sul da Ásia parece se tornar o novo epicentro da pandemia, segundo a Fisc (Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho). A Índia ultrapassou o marco de 1 milhão de casos do novo coronavírus hoje.

"Enquanto o mundo olha para os Estados Unidos e para a América Latina, uma tragédia humana similar surge rapidamente no sul da Ásia", afirmou em comunicado John Fleming, responsável regional da Fisc.

A Índia é a quinta economia mundial e segundo país mais populoso do mundo com 1,3 bilhão de habitantes. Terceiro país do mundo em número de infecções registradas, atrás dos Estados Unidos e do Brasil, o gigante asiático contabilizou até esta sexta-feira 25.602 mortes e 1.003.832 casos confirmados desde o início da pandemia, apontam dados oficiais publicados pelo Ministério da Saúde.

As autoridades locais indianas aumentam as restrições sanitárias e ordenam medidas de confinamento para conter a propagação da pandemia de covid-19. Os 125 milhões de habitantes de Bihar, um estado pobre no norte do país, precisam respeitar um novo confinamento de pelo menos 15 dias devido à multiplicação de casos na região.

Mais ao sul, em Bangalore e periferia, onde vivem 13 milhões de pessoas, um confinamento de uma semana entrou em vigor anteontem.

No final de março, o governo indiano impôs um rígido confinamento que durou até o início de junho, quando a quarentena foi suspensa para revitalizar a economia, apesar do número de casos continuar subindo. Ainda assim, muitas das restrições permanecem em vigor.

Outra ameaça: chuvas de monções

Mais de 100 pessoas morreram nos últimos dias no sul da Ásia devido as inundações e deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas, que afetaram mais de cinco milhões de pessoas, informaram as autoridades locais ontem.

As inundações "estão se deslocando rapidamente e são uma das mais importantes dos últimos anos em Bangladesh, Índia e Nepal", afirmou Antony Balmain, funcionário da Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e da Meia Lua Vermelha.

No nordeste da Índia, localidades do grande Estado de Assam, onde vivem mais de quatro milhões de pessoas, foram inundadas pelas chuvas. Na região, 33 pessoas morreram nos últimos dias, elevando o balanço total a 71 mortos desde maio.

Em Bangladesh, pelo menos seis pessoas morreram e 1,8 milhão foi atingido. No Nepal, 67 pessoas morreram e 45 estão desaparecidas desde domingo (12).

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