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Com epidemia fora de controle, Moscou entra em lockdown e moradores aproveitam para viajar

28/10/2021 11h18

Os moradores de Moscou iniciaram um novo lockdown na tentativa de conter a nova onda epidêmica de Covid-19, que fugiu do controle das autoridades em razão do baixo índice de vacinação. Embora a maioria das ruas no centro de Moscou registrasse pouco tráfego nesta quinta-feira (28), as principais avenidas estavam congestionadas, e o metrô, lotado. Muitos moscovitas decidiram aproveitar o recesso na capital para viajar.

Os moradores de Moscou iniciaram um novo lockdown na tentativa de conter a nova onda epidêmica de Covid-19, que fugiu do controle das autoridades em razão do baixo índice de vacinação. Embora a maioria das ruas no centro de Moscou registrasse pouco tráfego nesta quinta-feira (28), as principais avenidas estavam congestionadas, e o metrô, lotado. Muitos moscovitas decidiram aproveitar o recesso na capital para viajar.

Até 7 de novembro, escolas, lojas de roupas, calçados e móveis, restaurantes, cabeleireiros, academias de ginástica e outros serviços considerados não essenciais ficarão fechados na capital russa. Apenas a venda de produtos de primeira necessidade, supermercados e farmácias podem funcionar, de acordo com as instruções do prefeito de Moscou, Serguei Sobianin. A maioria das empresas e dos serviços públicos deverá cumprir recesso durante o período.   

As medidas restritivas entraram em vigor no dia em que a Rússia divulga novos recordes de mortes e contágios por Covid-19. Números divulgados pelo governo indicam que 1.159 pessoas morreram e 40.096 foram infectadas com o coronavírus nas últimas 24 horas.

Apenas um terço da população está imunizada

O número total de mortes por Covid-19 supera 235 mil pessoas, de acordo com os dados do governo, o que faz da Rússia o país mais afetado pela doença na Europa. No fim de agosto, depois de adotar uma definição mais ampla dos óbitos causados pelo coronavírus, a agência nacional de estatísticas anunciou um balanço bem maior, contabilizando mais de 400 mil mortes desde o início da pandemia, no ano passado.

A terceira onda é provocada pela variante Delta do vírus, mais contagiosa, e pelo pouco respeito ao uso de máscaras e às medidas de distanciamento, especialmente nos transportes e shoppings. 

A campanha de vacinação continua em ritmo lento, devido à desconfiança dos russos em relação aos imunizantes de produção nacional. Apenas um terço da população está totalmente vacinada, de acordo com o site especializado Gogov, apesar de o país ter desenvolvido quatro vacinas, incluindo a Sputnik V. Na semana passada, o Kremlin reconheceu o fracasso da campanha de imunização, mas atribuiu o problema à "falta de consciência dos cidadãos". 

Apesar dos números, o governo se nega, ao menos até o momento, a anunciar medidas mais duras - como decretar um confinamento ou um toque de recolher - por medo de prejudicar ainda mais uma economia em situação frágil. O presidente Vladimir Putin preferiu, em troca, decretar um período de recesso nacional entre 30 de outubro e 7 de novembro. Esta medida já foi adotada em outras três ocasiões. Segundo o governo, o objetivo é reduzir a circulação das pessoas e, portanto, do vírus.

Sem a ordem de confinamento obrigatório, no entanto, muitos russos planejam um período de férias. O balneário de Sochi, no Mar Negro, espera receber 100 mil visitantes. As vendas de passagens de avião para Turquia e Egito também registraram um aumento considerável.

A Rússia foi o primeiro país no mundo a anunciar a homologação de uma vacina contra a Covid-19. Na época, Putin revelou que uma de suas filhas tinha sido cobaia nos testes clínicos.

Com informações da AFP