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França anuncia novas medidas contra covid-19, com foco na vacinação e sem lockdown

4.mai.2020 - Estátuas usam máscara para se "proteger" do novo coronavírus; ao fundo, a Torre Eiffel, em Paris, na França - Mehdi Taamallah/NurPhoto via Getty Images
4.mai.2020 - Estátuas usam máscara para se 'proteger' do novo coronavírus; ao fundo, a Torre Eiffel, em Paris, na França Imagem: Mehdi Taamallah/NurPhoto via Getty Images

Da RFI

25/11/2021 10h07Atualizada em 25/11/2021 10h35

O governo francês anunciou novas medidas para o país enfrentar a quinta onda de contaminações por covid-19, que atinge em cheio a Europa em meio ao retorno dos dias frios. A dose de reforço da vacina anticovid será aplicada em todos os adultos cinco meses após a segunda imunização e o uso de máscara voltará a ser obrigatório em todos os locais fechados, mesmo aqueles que controlam a entrada com passaporte sanitário. A instauração de restrições como lockdown está descartada.

A principal arma do governo francês contra o coronavírus continua a ser a vacinação. O passaporte sanitário será reforçado: a partir de 15 de janeiro, o documento dos adultos perderá a validade se a dose de reforço (terceira dose) não for aplicada até sete meses depois da segunda injeção.

O certificado e o uso de máscara voltará a ser exigido em todos os lugares fechados com presença de público ou espaços abertos com concentração de pessoas, como as feiras de Natal, que retornam ao país neste fim de ano.

A validade de um teste PCR negativo para a obtenção do passaporte sanitário - recurso dos não vacinados para poderem entrar nos locais que exigem o documento - foi reduzida de 48h para 24h. "Isso significa que, para ter um passaporte sanitário, as pessoas não vacinadas terão de testar todos os dias, e pagar do próprio bolso", disse o ministro da Saúde da França, Olivier Véran.

"Nos serviços de reanimação, vemos muitos jovens, que preferiram a crença à ciência", lamentou o ministrou. "Sem a larga cobertura vacinal que nós temos, de mais de 90% dos adultos, provavelmente estaríamos confinados de novo", explicou Véran, diante do aumento vertiginoso do número de casos no país, nas últimas semanas.

Minutos depois dos anúncios, a plataforma usada para marcar a vacinação no país ficou congestionada. A terceira dose poderá ser aplicada nos 19 milhões de franceses com mais de 18 anos que já completaram o esquema vacinal. Além destes, 6 milhões, a maioria idosos, já tomaram o reforço.

Pico esperado para o começo de dezembro

Na quarta-feira (24), os números continuaram a subir, com mais de 32 mil novos casos, o que não ocorria desde abril na França. A expectativa é de que o pico dessa nova onda aconteça no começo de dezembro.

O índice de transmissão atualmente é de 1,6, "o que significa que dobramos o número de pessoas contaminadas a cada 11 dias", explicou o diretor da Saúde Jérôme Salomon. Ele frisou que os pacientes internados nos hospitais franceses por complicações ligadas à Covid são "majoritariamente não-vacinados".

Seis milhões de franceses continuam a recusar a vacina, apesar de o imunizante ser a ferramenta mais eficaz para combater o vírus, ao lado das medidas de proteção como uso de máscaras, lavagem de mãos e distanciamento social.

"Bilhões de terrestres já tomaram a vacina. A campanha começou há quase um ano", lembrou o ministro, ao evocar a segurança das vacinas disponíveis.

Véran também ressaltou a importância de as pessoas vacinadas voltarem a adotar gestos de precaução, "que acabaram sendo deixados de lado quando estamos entre vacinados", disse. Neste período festivo do ano, frisou o ministro, beijos, abraços e apertos de mão deverão ser evitados.

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