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Justiça condena à prisão perpétua único terrorista vivo dos atentados de 2015 em Paris

Casa de shows Bataclan, em Paris, França - Sarah Meyssonnier/Reuters
Casa de shows Bataclan, em Paris, França Imagem: Sarah Meyssonnier/Reuters

29/06/2022 16h08

O único acusado ainda vivo do grupo jihadista que organizou os ataques coordenados em Paris na noite de 13 de novembro de 2015 foi condenado à prisão perpétua pela Justiça Francesa nesta quarta-feira (29). A Corte considerou Salah Abdeslam, de 32 anos, culpado pelos assassinatos organizados pelo grupo terrorista.

Os ataques que aconteceram no Stade de France, na casa de shows Bataclan e em cafés e restaurantes de Paris naquela noite deixaram um total de 130 mortos e mais de 400 feridos.

Ao longo de todo o processo, Abdeslam alegou não ter matado ninguém na noite dos atentados por ter desistido de acionar seu colete explosivo. O dispositivo foi encontrado dentro de um lixo. "Não sou um assassino e se for condenado por assassinatos, vocês cometeriam uma injustiça", declarou o francês durante o processo.

No entanto, a Justiça decidiu que o fato do colete apresentar falha no acionamento coloca em dúvida o principal argumento de defesa do jihadista, que dizia ter se arrependido.

A leitura do veredicto começou por volta das 20h15 locais (15h15 de Brasília) no Palácio de Justiça de Paris, cheio de sobreviventes e familiares das vítimas dos atentados de 13 de novembro. A decisão coroa dez longos meses de processo, com audiências marcadas por depoimentos emocionados de vítimas e pessoas que presenciaram aquela noite.

Condenado à prisão perpétua, Abdeslam deve cumprir 30 anos preso sem possibilidade de liberdade condicional. Desde que a prisão perpétua foi instaurada na França, em 1994, essa punição foi aplicada apenas quatro vezes no país.

(Com informações da AFP)

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