Steve Bannon, polêmico ex-conselheiro de Trump, sai da prisão em momento crucial da campanha nos EUA
O ex-conselheiro da Casa Branca de Donald Trump, Steve Bannon, foi liberado da prisão nesta terça-feira (29), após quatro meses de detenção por obstruir os poderes de investigação do Congresso no caso da invasão do Capitólio por trumpistas, e uma semana antes de uma eleição presidencial que promete ser muito acirrada. O site do HuffPost publicou que a saída de Bannon é um "retorno", em um momento-chave da campanha presidencial norte-americana.
Também influente na Europa, o populista de extrema direita de 70 anos foi condenado em outubro de 2022 a quatro meses de prisão por sua recusa em cooperar com o inquérito parlamentar sobre o ataque ao Capitólio por partidários de Donald Trump, em 6 de janeiro de 2021.
A sentença foi confirmada em recurso em maio, e Steve Bannon começou a cumprir sua pena em 1º de julho em uma prisão em Connecticut, nordeste dos EUA.
O "retorno" em um momento-chave
O site HuffPost publicou que a saída de Bannon é um "retorno" em um momento chave da campanha presidencial norte-americana. Steve Bannon também deverá retomar o controle do seu podcast War Room, para continuar, como havia prometido, a apoiar o candidato republicano, Donald Trump, segundo o canal CNN.
Sua esperada libertação foi confirmada pelos serviços penitenciários dos EUA na manhã de terça-feira, justamente na reta final de uma campanha histórica, marcada por ofensas e discursos inflamados entre o republicano Donald Trump, que nunca admitiu a derrota para Joe Biden na eleição presidencial de 2020, e a candidata democrata Kamala Harris.
O final tenso da campanha levantou temores de um caos pós-eleitoral se os resultados forem contestados pelos partidários de Donald Trump.
"Não estou quebrado. Sinto-me revigorado", disse Steve Bannon ao New York Times nesta terça-feira. De acordo com o canal CBS, Steve Bannon deve dar uma coletiva de imprensa em Nova York ainda nesta terça-feira.
No entanto, sua filha, Maureen Bannon, que o ajuda a administrar seu podcast, se recusou a responder perguntas do jornal nova-iorquino sobre os planos do pai e não respondeu às especulações dos jornalistas de que Bannon poderia viajar diretamente para Allentown, Pensilvânia, para falar em um comício na noite desta terça-feira em apoio a Donald Trump.
Acusações conspiracionistas e fake news
O ex-conselheiro de Donald Trump havia sido um dos porta-vozes das acusações nunca provadas sobre a manipulação da eleição presidencial de 2020 em favor de Joe Biden.
Impulsionado por Trump, então na Casa Branca, e seus aliados, esse discurso alcançou seu ápice em 6 de janeiro de 2021, quando milhares de apoiadores do republicano invadiram a sede do Congresso norte-americano para tentar impedir a certificação da vitória do democrata.
No dia anterior ao 6 de janeiro, ele havia previsto que "todo o inferno" se desataria sobre o Congresso. E no mesmo dia, chegou a trocar telefonemas com o então presidente em exercício, Donald Trump.
Menos de duas semanas depois, Trump perdoou seu ex-conselheiro em um caso federal de desvio de fundos supostamente destinados à construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México.
(Com AFP e agências)
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