Lilian Ferreira
Dilma dá coletiva para falar sobre Rio+20
A presidência marcou uma coletiva de imprensa às pressas às 16h para que Dilma Rousseff pudesse falar sobre o final da Rio+20. Às 16h07, a presidente entrou na sala. Primeiramente, perguntada sobre o impeachment do presidente paraguaio Fernando Lugo, ela disse para as perguntas sobre a Conferência terem prioridade. Depois de dizer que acredita que a Rio+20 é um ponto de partida, de onde os países devem evoluir nas ações, a presidente respondeu questões como a política internacional, preço da gasolina e da tortura que sofreu na época da ditadura.Dima disse que não guarda rancor ou ódio do torturador, mas tampouco perdoa. "Temos que manter o assunto racionalizado e por isso instauramos a Comissão da Verdade".Ao final, a presidente brincou falando que algumas jornalistas estavam bonitas e que todos deveriam se orgulhar do Brasil por fazer tal Conferência. Leia Mais
Diana Vieira estuda Letras na UFRJ e durante os dez dias de Rio+20 está trabalhando para a delegação do Chade na Conferência. A tarefa dela é receber os visitantes no stand do país que fica no Parque dos Atletas, área em frente ao Riocentro onde acontecem exibições culturais e debates organizados pelos países. Outros colegas do curso de francês também conseguiram trabalho na exposição de outros países francófonos da África
Severino Pereira Barbosa, autodeclarado "taxista ambientalista", para quem o povo do Rio de Janeiro não está ligando muito pra conferência da ONU. Já ele têm acompanhado as propostas e sugere algumas próprias: transformação das favelas do Rio em área verde, uma lei obrigando todo mundo a plantar e a classificação de infração ambiental como crime hediondo. "Pra mim, prejudicar a natureza é tão covarde quanto bater numa criancinha"
A advogada holandesa Annelies Henstra desistiu de acompanhar um debate entre ativistas brasileiras na Cúpula dos Povos, o fórum paralelo à Rio+20 que acontece no Aterro do Flamengo. Motivo: ninguém pensou em organizar um sistema de tradução simultânea. Voluntários até se ofereceram para improvisar como intérpretes, mas ela preferiu ir dar uma volta
Alessandra Sgobbi, da Itália, e Charles Akol, de Uganda, são funcionários das Nações Unidas e aproveitaram a tarde livre para visitar a exposição no Parque dos Atletas, em frente ao Riocentro, principal centro de eventos da Rio+20. No pavilhão brasileiro, eles visitaram stands sobre a cultura de estados do Norte e Nordeste. No do Maranhão, estranharam a bebida rosa, mas toparam provar o Guaraná Jesus; acharam "meio doce"





