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Tiroteio em fábrica de madeira deixa ao menos três morto na Suíça

Policial vigia entrada de fábrica de madeira onde um tiroteio deixou vários mortos e feridos na Suíça - Urs Flueeler/AP
Policial vigia entrada de fábrica de madeira onde um tiroteio deixou vários mortos e feridos na Suíça Imagem: Urs Flueeler/AP

Do UOL, em São Paulo

27/02/2013 09h45

As autoridades suíças confirmaram que ao menos três morreram em um tiroteio ocorrido na manhã desta quarta-feira (27) em uma fábrica de processamento de madeira na cidade de Menznau, no centro do país europeu.

O porta-voz da promotoria de Lucerna, Simon Kopp, disse para a imprensa local que entre os mortos poderia estar o autor dos disparos, embora o fato não tenha sido confirmado.

Kopp acrescentou também que há sete pessoas feridas, a maioria delas em estado grave e que foram transferidas com a ajuda de helicópteros a hospitais da região.

Um breve comunicado da polícia anunciou que os disparos aconteceram por volta das 8h no horário local (5h no horário de Brasília).

O prefeito de Menznau, Adrian Duss, expressou em entrevista à agência de notícias local "ATS" sua "profunda consternação" pelo fato. "O que ocorreu é inimaginável, incompreensível e me deixa sem palavras", disse.

De acordo com o depoimento de uma testemunha ao jornal "Luzerner Zeitung", uma pessoa entrou no refeitório da fábrica e abriu fogo contra os presentes.

Há uma forte mobilização policial no local e o perímetro foi isolado, diz ainda a nota da polícia, que não informa o número total de vítimas.

Ainda de acordo com a nota, a empresa pertence ao conglomerado Kronospan, especializado em produtos de madeira que emprega cerca de 400 trabalhadores, de forma direta e indireta.

O grupo havia anunciado recentemente uma redução na produção por falta de matéria prima, depois de uma produção ruim de madeira, informou a agência local "ATS".

A Kronospan pertence ao grupo Krono Holding, propriedade do empresário austríaco Ernst Kaindl. Tem um volume de negócio anual em torno dos 300 milhões de francos (cerca de 245 milhões de euros ou R$ 736 milhões).

Outro caso

O fato ocorreu um mês e meio depois que um homem usou um fuzil para matar três pessoas e ferir outras duas em Daillon, um pequeno povoado do cantão de Valais, no oeste da Suíça.

Ele disparou de maneira aparentemente indiscriminada contra as pessoas que estavam em um hospital psiquiátrico, três das quais morreram no ato. A polícia deteve o agressor.

A Suíça tem um dos índices mais altos do mundo de armas em mãos da população civil, devido sobretudo que os homens realizam exercícios militares até os 42 anos e têm o direito de guardar em sua casa alguns tipos de armas.

As estatísticas oficiais dizem que há cerca de 2,3 milhões de armas em mãos dos cidadãos (sem levar em conta escopetas e pistolas de caça ou esportivas), atrás apenas dos Estados Unidos e do Iêmen. É um número muito elevado, levando em conta que a Suíça tem algo menos de 8 milhões de habitantes.

Fatos como o de hoje reabrem o debate sobre a posse de armas e em fevereiro de 2011, os suíços rejeitaram em referendo uma iniciativa para que suas armas sejam guardadas em locais especiais.

A maioria dos eleitores optaram por preservar o direito de ter em casa as armas que recebem durante o serviço militar.

O tiroteio mais grave ocorreu em 2001, quando um homem entrou no Parlamento regional do cantão suíço de Zug, matou 14 pessoas e depois se suicidou. (Com agências internacionais)