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Defesa de Edir Macedo pede ao STF retomada de processo contra Haddad

Defesa de Edir Macedo pede retomada de processo contra Fernando Haddad (PT) por suposta ofensa após trancamento da ação pelo STJ - Alan Santos-PR
Defesa de Edir Macedo pede retomada de processo contra Fernando Haddad (PT) por suposta ofensa após trancamento da ação pelo STJ Imagem: Alan Santos-PR

Do UOL, em São Paulo

18/02/2021 16h10

A defesa do bispo e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, entrou com um pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para a retomada do processo contra Fernando Haddad (PT) por suposta ofensa durante as eleições de 2018, quando o ex-prefeito de São Paulo foi derrotado na disputa presidencial. Na ocasião, Haddad afirmou que o líder religioso era "fundamentalista charlatão, com fome de dinheiro" após sua declaração de apoio ao então candidato Jair Bolsonaro (sem partido).

"Sabe o que é o Bolsonaro? Vou dizer para vocês o que é o Bolsonaro. Ele é o casamento do neoliberalismo desalmado, representado pelo Paulo Guedes, um neoliberalismo desalmado, que corta direitos trabalhistas e sociais, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo. Isso que é o Bolsonaro", disse Haddad, em outubro de 2018, ao ser questionado sobre as acusações de Bolsonaro sobre o 'kit gay'. "Sabe o que está por trás desta aliança? Chama, em latim (sic), aura sacra fames: fome de dinheiro, só pensam em dinheiro".

A ação foi trancada pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Sebastião Reis Junior no dia 4 de fevereiro. O magistrado julgou que Haddad apenas criticou Bolsonaro de forma dura e utilizou figuras de linguagem para caracterizar suas ações durante a disputa eleitoral. "Dessa forma, palavras por ele (Haddad) proferidas encontram-se abarcadas pelo direito de liberdade de expressão e de pensamento", destacou o ministro.

No entanto, a defesa do líder da Universal contestou a atitude de Haddad. "Na presença de várias pessoas e após participar de uma missa católica alusiva ao dia de Nossa Senhora Aparecida (fomentando um discurso de ódio religioso), em sede de 'coletiva de imprensa', passou a injuriar e difamar o Reclamante, Edir Macedo Bezerra", alegou.

Ainda é relatado que aconteceu "naturalmente" a revelação do apoio de Edir a Bolsonaro após questionamentos de frequentadores da Universal que se deram "por mera liberdade e até mesmo curiosidade" sobre "qual candidato à Presidência da República seu líder espiritual se identifica."

Por fim, a defesa do líder religioso solicita que seja liminarmente suspenso o ato impugnado; a requisição das informações da autoridade impugnada; a determinação da citação do beneficiário da decisão impugnada, para que apresente contestação no prazo legal; e ao final, julgada procedente a presente Reclamação Constitucional, determinando-se a cassação da decisão ora impugnada.

Procurado pelo UOL, Fernando Haddad preferiu não se manifestar sobre o caso.