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11 meses

Gilmar Mendes defende divisão de poderes e dá recado: 'ditadura nunca mais'

09.fev.2021 - Ministro Gilmar Mendes durante julgamento do STF sobre mensagens da Vaza Jato - Reprodução
09.fev.2021 - Ministro Gilmar Mendes durante julgamento do STF sobre mensagens da Vaza Jato Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

16/02/2021 16h20

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes postou no Twitter uma defesa da divisão dos poderes e mandou recado para o Executivo: "Ao deboche daqueles que deveriam dar o exemplo responda-se com firmeza e senso histórico: Ditadura nunca mais!"

A postagem de Gilmar Mendes foi feita após o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas ironizar, também via Twitter, uma crítica aos militares feita pelo ministro do STF Edson Fachin.

"Três anos depois", debochou o general Villas Boas. O ex-comandante do Exército fazia referência a uma notícia em que Fachin considerava "intolerável e inaceitável" a pressão de militares sobre o STF

A reprimenda de Fachin ocorreu por causa de revelações sobre os bastidores de um post que o general fez no Twitter, em 2018, às vésperas do STF julgar um pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No post, Villas Bôas declarava "repúdio à impunidade", o que foi considerado como uma tentativa de pressionar o STF.

Em um livro recém-lançado, Villas Bôas conta que integrantes do alto escalão das Forças Armadas e ministros do governo de Jair Bolsonaro o ajudaram a escrever o post.


Defesa da democracia

Em entrevista ao Estadão em junho do ano passado, Gilmar Mendes havia passado uma mensagem parecida: "Vimos aí inúmeros pronunciamentos de pessoas representativas, dizendo 'chega', 'basta', 'vamos parar de brincar de ditadura'. Me parece que as pessoas estão entendendo que isso não é o chamado passeio de um soldado e um cabo"

"É preciso que se observe que o Brasil é uma nação que tem um apreço pela democracia e que é preciso encerrar essas bravatas, essas ameaças, essa tentativa de coerção dos Poderes a partir de alguns malfeitores das ruas, que se albergaram aí em alguns partidos", continuou o ministro.

Em entrevista à BBC News Brasil, publicada hoje (16), Gilmar Mendes também criticou a Operação Lava Jato e o ex-juiz federal Sergio Moro. Aguarda julgamento da corte uma ação em que o ex-presidente Lula pede a anulação da sua condenação no caso do Tríplex do Guarujá.

"A Lava Jato tinha candidato e tinha programa no processo eleitoral. Primeiro, a Lava Jato atua na prisão do Lula. Prestes à eleição, a Lava Jato divulga o chamado depoimento ou delação do Palocci, tentando influenciar o processo eleitoral. Depois, o Moro vai para o governo Bolsonaro, portanto eles não só apoiaram como depois passam a integrar o governo Bolsonaro", afirmou o ministro do STF.

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