Damasco diz que cumpriu com seus compromissos com relação ao arsenal químico

Damasco, 23 abr (EFE).- O vice-ministro de Relações Exteriores, Faisal Miqdad, afirmou nesta quarta-feira que seu governo cumpriu com os compromissos com relação às armas químicas, especialmente ao facilitar seu transporte para fora da Síria para que sejam destruídas.

Segundo sua opinião, a culminação dos trabalhos de transporte do arsenal químico fora do país situa na comunidade internacional a responsabilidade de "trabalhar duro" para que o Oriente Médio seja uma zona livre de armas de destruição em massa, segundo a agência de notícias oficial "Sana".

Miqdad fez estas declarações durante uma reunião com a chefe da missão conjunta da ONU e a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), Sigrid Kaag, em Damasco.

Ontem, Kaag informou em um tweet que 88% do material químico tinha sido "retirado e destruído em um último empurrão".

O responsável sírio destacou a "seriedade" de seu Executivo e a cooperação e coordenação que demonstrou com a missão da ONU e a OPAQ.

Kaag denunciou que há países que trabalham para politizar este assunto e lançam acusações sobre o emprego de armas químicas na Síria.

Para Miqdad, o objetivo destas alegações é cobrir o envolvimento de estados, como os EUA e Turquia, no emprego de materiais tóxicos em Jan Asal, na província setentrional de Aleppo, e em Guta Oriental, nos arredores de Damasco, entre outras áreas.

Ontem, Washington disse ter "indícios" do uso militar de um produto químico tóxico industrial, "provavelmente cloro", na cidade síria de Kafr Zita, na província central de Hama.

"Temos indícios do uso de um produto químico industrial tóxico, provavelmente cloro, na Síria neste mês na cidade de Kafr Zita dominada pela oposição", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

Miqdad opinou que existe uma campanha para apagar as conquistas da Síria com relação ao cumprimento de suas obrigações com a OPAQ.

Segundo "Sana", Kaag expressou no encontro com o vice-ministro sírio sua satisfação pelas conquistas do país árabe nesta matéria e ressaltou a cooperação que houve entre as autoridades e a missão internacional.

Em 27 de abril expira o prazo estabelecido para que o regime de Bashar al Assad entregue suas armas químicas à ONU e à OPAQ para que sejam destruídas no mar.

Em setembro, o governo sírio aceitou destruir seu arsenal químico após um acordo entre EUA e Rússia que evitou uma intervenção militar americana na Síria, após um bombardeio com armas químicas em agosto em um subúrbio de Damasco.

Washington acusou o regime de Damasco de estar por trás de dito ataque, o que negaram as autoridades sírias.



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