Peru: novo dia de tensão em Cajamarca tem quatro mortos
Em Lima
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Ernesto Benavides/AFP
Contra a violência em Cajamarca, manifestantes em Lima, no Peru, entram em confronto com a polícia
A região peruana de Cajamarca viveu um novo dia de tensão nesta quarta-feira (4) devido aos enfrentamentos entre a polícia e os manifestantes que se opõem ao projeto mineiro Conga.
Os confrontos deixaram quatro mortos nas últimas 24 horas e terminaram com a detenção de um dos principais líderes dos protestos, o ex-sacerdote Marco Arana.
A Defensoria Pública confirmou que um civil morreu em Bambamarca, capital de uma das províncias de Cajamarca que foram declaradas em estado de emergência após os distúrbios. Na terça-feira (3), os confrontos já haviam deixado três mortos em outra cidade dessa região.
Depois dos violentos incidentes desta quarta, um grupo de habitantes reteve entre 15 e 20 policiais em uma escola de Bambamarca, segundo informou a congressista Ana María Solórzano.
Horas antes, na cidade de Cajamarca, a polícia peruana detivera um dos promotores dos protestos contra o projeto mineiro Conga, o ex-religioso Marco Arana, no primeiro dia do estado de emergência decretado pelo Governo peruano.
Arana foi detido "por causar distúrbios" na cidade de Cajamarca, segundo informou a Polícia, mas imagens reproduzidas pela imprensa mostraram que ele estava sentado no banco de um parque com outras duas pessoas quando foi rendido violentamente e sem prévio aviso por policiais.
O movimento de Arana respalda as organizações sociais e o Governo regional de Cajamarca, ambos opostos à exploração de ouro no projeto Conga, porque assegura que danificará de forma permanente o meio ambiente e as reservas de água.
O projeto mineiro, que prevê um investimento de US$ 4,8 bilhões, recebeu a aprovação do Governo depois que a empresa Yanacocha concordou implicitamente com as novas condições impostas pelo presidente Ollanta Humala para sua execução, entre elas a de aumentar a capacidade dos reservatórios de água que a empresa construirá.







