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Chico Alves

REPORTAGEM

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Presidente do PSOL diz que apoio a Lula envolve revogar reforma trabalhista

Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL - Divulgação/PSOL50
Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL Imagem: Divulgação/PSOL50
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

05/05/2022 04h00

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A forma como Lula, se eleito, deve lidar com a reforma trabalhista é assunto que causa polêmica não só entre opositores, mas também entre aliados do PT. Na terça-feira (3), o deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, disse, no evento em que o partido anunciou apoio à candidatura do petista, que ele deve esquecer a ideia de revogar a reforma. Paulinho apoia revisão de alguns pontos. Já outro partido parceiro, o PSOL, não abre mão de anular completamente as mudanças empreendidas pelo governo de Michel Temer nas leis do Trabalho.

"Queremos a revogação, esse é o termo que nós negociamos. O PT votou isso no seu diretório nacional também", explicou à coluna Juliano Medeiros, presidente do PSOL. "Porque essa reforma trabalhista prometeu que ia gerar milhões de empregos, não gerou nenhum e empurrou um contingente enorme de trabalhadores para uma condição de absoluta precariedade".

Medeiros diz que não entende qual parte da reforma pode ser defendida pelos integrantes da coligação de apoio a Lula. "Estamos falando de uma aliança bastante heterogênea, mas tanto PT quanto PSOL estão fechados quanto à revogação", garante. "Esperamos que isso seja incorporado ao programa de governo do Lula, até porque o que significa revisão? Tentar consertar a reforma que o Temer fez? Não sei o que o Paulinho vê de positivo nessa reforma".

O que o presidente do PSOL espera de Lula, caso ele seja eleito, é que mobilize a base de apoio do governo no Congresso para anular a totalidade das mudanças empreendidas por Temer. "O que a gente quer é o compromisso de que o governo e sua base vão apoiar essa ideia. Não precisa nem que Lula mande Projeto de Lei ao Congresso nesse sentido, basta que apoie essa proposição", diz Medeiros.

Veja a entrevista completa em vídeo aqui.